Os índios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins estão recebendo suplementação de vitamina A. Entre 2005 e 2006, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) distribuiu 37.798 doses nestes estados. A idéia é expandir a ação, este ano, para comunidades indígenas do Nordeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri (ambas em Minas Gerais).
Os benefícios da suplementação são grandes. A vitamina ajuda, por exemplo, a diminuir a gravidade de muitas doenças, como diarréia e infecções respiratórias, além de possibilitar uma recuperação mais rápida. Reduz, ainda, em 23% a mortalidade infantil e em 40% a mortalidade materna.
As doses de vitamina A são destinadas a crianças de zero a 59 meses de idade. Nos dois anos de execução do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, a Funasa atendeu a 8.156 crianças no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, no Mato Grosso, 28.059 no Dsei Mato Grosso do Sul e 1.583 no Dsei Tocantins.
Para suprir a deficiência de vitamina A entre as crianças indígenas de Minas Gerais e do Nordeste, a fundação fará a capacitação de profissionais para estender a ação a estes estados. A Funasa vai atender gradativamente os outros Dseis, a partir da necessidade das comunidades aldeadas.
A vitamina A pode ser encontrada em alimentos como o leite materno, leite integral, ovos e fígado bovino. Outros possuem substâncias que se transformam em vitamina A no organismo humano, como frutas e legumes de cor amarelo-alaranjada (manga, mamão, cenoura e abóbora).
A vitamina A é importante para a formação dos ossos, para o crescimento, a visão, a pele e os cabelos. Sua falta no organismo pode causar visão deficiente à noite, sensibilidade à luz, redução do olfato e do paladar, ressecamento e infecção na pele e nas mucosas e estresse.
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