A maioria esmagadora dos cursos de nutrição cadastrados no Ministério da Educação (MEC) está concentrada no Estado de São Paulo, mas, mesmo assim, a melhor média salarial para os recém-formados está na Região Centro-Oeste, especialmente no Distrito Federal, Goiânia e Tocantins, segundo levantamento do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN).
"Os salários mais altos para os recém-formados estão na Região Centro-Oeste. Em Brasília, Goiânia e Tocantins os formandos recebem, em média, R$ 1.600. O Estado do Rio de Janeiro é o que paga menos, cerca de R$ 1.200. São Paulo, que deveria remunerar melhor por ser o grande centro, paga, em média, R$ 1.300", disse a nutricionista Cleuza Maria de Almeida Mendes, presidente do CFN. A média geral do país, segundo Cleuza, fica entre R$ 1.200 e R$ 1.500.
Segundo dados do MEC, atualmente são 289 cursos de nutrição em funcionamento no país -87 deles (30,1%) somente no Estado de São Paulo, o que mais sofre com excesso de profissionais no mercado de trabalho. Para se ter uma idéia, os estados do Acre, Tocantins e Roraima não possuem cursos de nutrição. Por isso, na opinião de profissionais ouvidos pelo G1, esses locais devem pagar melhor os nutricionistas que decidem trabalhar por lá.
A Região Centro-Oeste também é a que conquistou as maiores notas (conceito 5) no Exame Nacional de Estudantes (Enade), realizado em 2004. Dos 11 cursos avaliados na época, 9% conseguiram o conceito máximo e 50% receberam nota 4.
O levantamento do CFN também aponta que o país possui 42 mil nutricionistas e que a maioria deles atua no setor privado: hospitais, clínicas, academias e restaurantes. Ainda há poucos profissionais atuando por conta própria ou no serviço público. "Se contarmos também os cargos com nível técnico, o número sobe para 47 mil", disse.
Qualidade de vida
Segundo Cleuza, o Conselho de Nutricionistas tem a função de fiscalizar o exercício ilegal da profissão e contribuir com a qualidade de vida da população. "Mais do que fiscalizar, queremos divulgar a importância da alimentação saudável. Temos um projeto específico para atuarmos nas escolas de nutrição, divulgando os direitos e deveres do profissional", explicou a nutricionista.
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