Projeto apoiado pelo Sebrae quer concluir capacitação dos produtores ao longo deste ano
Fortalecer as ações de gerenciamento empresarial da atividade, revitalizar ´Casas de Farinha´ e melhorar o aproveitamento dos subprodutos como caule e casca na alimentação animal são desafios para os agricultores familiares atendidos pelo projeto ´Mandioca na Região Médio Norte do Tocantins´. Na avaliação do gestor do projeto pelo escritório do Sebrae em Colinas do Tocantins, Relton de Oliveira, o fortalecimento dessas três frentes dará fôlego à atividade, para que uma nova etapa seja iniciada a partir de 2008.
Segundo ele, o objetivo é que a partir do próximo ano mandioca e farinha dos produtores passem a ser comercializadas no mercado estadual. Hoje, a venda se restringe às cidades mais próximas das áreas produtoras. Outra meta para 2008 é elevar o volume de produção para que os agricultores forneçam a projetos de produção de álcool, que têm sido apoiados pelo governo estadual, combustível extraído da mandioca.
Hoje, o projeto ´Mandioca na Região Médio Norte do Tocantins´ atende 200 famílias de agricultores familiares dos municípios de Arapoema, Bernardo Sayão, Colinas, Nova Olinda, Palmeirante e Pau D´Arco. Parte da produção dessas cidades já é enviada a uma fábrica de fécula da cidade de tocantinense de Araguaína. No entanto, o volume não é suficiente e, por isso, a indústria busca matéria-prima em outros estados.
Uma das produtoras beneficiadas pelo projeto é Deusanira Trindade Leandro de Souza, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Projeto do Assentamento Remansão (Ascopetro), que fica no município de Nova Olinda. Vivendo do plantio da mandioca desde 1998, Deusanira conta que a atividade deu um salto de qualidade a partir de 2005, quando Sebrae, governo do Estado e outras instituições se articularam e levaram ações de capacitação técnica aos produtores locais.
"O Sebrae teve uma participação muito grande na nossa evolução, porque trouxe técnicas de plantio e vários cursos para a gente aprender a fazer o planejamento da produção, o aproveitamento dos subprodutos para alimentar as nossas criações, reduzindo o dinheiro que a gente gasta com ração", diz Deusanira. "Hoje, boa parte da alimentação que dou à minha criação de galinhas melhoradas vem do aproveitamento da casca da mandioca", acrescenta.
Como desafio para elevar a produção, Deusanira enumera a necessidade de os assentamentos e comunidades rurais da região Meio Norte tocantinense terem acesso a pelo menos mais um trator para arar a terra. "O pessoal está capacitado, está animado com as melhorias, mas ainda falta essa máquina para a gente melhorar a produção", afirma.
Mesma opinião da produtora e presidente da Associação de Mulheres Agricultoras Familiares do Assentamento Água Branca, Florentina de Souza Barbosa, a dona Florisa, como é conhecida. O assentamento fica na área rural de Nova Olinda, cidade distante 328 quilômetros da capital Palmas, e 50 quilômetros de Araguaína, onde está localizada a fábrica de fécula.
"O projeto teve um resultado muito bom até agora, mas para ele crescer falta um trator para a gente arar a terra", diz dona Florisa. Segundo ela, os produtores locais estão tentando articular com as prefeituras da região a compra de tratores para os assentamentos.
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