Às vésperas de completar dez anos sem registro de foco de febre aftosa, o Tocantins
bate novo recorde de cobertura vacinal: 99,09%. O índice alcançado na segunda etapa
da campanha contra a febre aftosa de 2006, realizada entre os dias 1º de novembro e
10 de dezembro, imunizou 7.556.192 bovídeos (bovinos e bubalinos) de um rebanho de
7.635.532, que somados com os animais da Ilha do Bananal, vacinados em setembro,
garantem ao Tocantins um total de 7.730.597 bovídeos.
Os números superaram a marca alcançada na primeira etapa, realizada em maio de 2006,
de 99,03% de vacinação, imunizando 7.591.926 de animais. Neste período, 49 cidades
chegaram ao percentual de 100% de cobertura vacinal.
Já nesta última etapa, 57 municípios do Estado alcançaram 100% de imunização, ou
seja, 41% das cidades tocantinenses. Além disso, nenhuma cidade registrou um
percentual abaixo de 90% de vacinação, índice recomendado pelo Mapa – Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento às unidades federativas com status de zona
livre de febre aftosa com vacinação, assim como o Tocantins.
Para o presidente da Adapec – Agência de Defesa Agropecuária do Estado, Humberto
Camelo, isso ressalta o trabalho desenvolvido pela equipe da Agência junto aos
pecuaristas do Estado. “Estamos alcançando marcas antes nunca vistas, por isso
acreditamos estar caminhando para 100% de cobertura vacinal em todos os municípios”,
afirmou Camelo, lembrando que em maio deste ano o Tocantins fará uma década sem
febre aftosa.
Cobertura nas etapas
Em 2006: Em
2005: Em 2004:
1ª etapa – 99,03% 1ª etapa –
98,45% 1ª etapa – 97,64%
2ª etapa – 99,09% 2ª etapa –
98,16% 2ª etapa – 98,12%
Febre Aftosa
A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa, sendo que já foram
identificados sete tipos de vírus. O contagio pode acontecer direta ou
indiretamente, podendo o vírus ser transportado pelo homem, ou ainda através de
alimentos, água, ar e pássaros para animais de casco fendido (bois, búfalos, ovinos,
caprinos e suínos, entre outros).
A gravidade da doença não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente dos
prejuízos econômicos. No âmbito local reduz o lucro dos fazendeiros e a
disponibilidade de carne para o consumo. Já em nível nacional, a febre aftosa reduz
o crescimento econômico da pecuária e limita o acesso a exportação.
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