sábado, 27 de janeiro de 2007

Fórum Cultural do Tocantins tem programação diversificada

Durante a realização do Fórum Cultural do Estado, nos dias 2 e 3 de fevereiro, no Espaço Cultural, em Palmas, começam as discussões para a reativação do Conselho Estadual de Cultura e as inscrições dos artistas interessados em compor as câmaras setoriais do órgão.

A eleição para a escolha será realizada no dia 18 de março, dia da Autonomia do Tocantins. O Conselho Estadual de Cultura é o órgão de deliberação coletiva incumbido de apoiar a formulação da política estadual de promoção, defesa, orientação, difusão e proteção da cultura do estado do Tocantins.

O evento reúne palestrantes como o secretário da Identidade e Diversidade Cultural, Sérgio Mamberti, o produtor musical Cervantes Souto Sobrinho, o ex-secretário de Cultura de Mato Grosso do Sul Silvio DI Nucci, a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Kátia Maia, e a diretora técnica do Sebrae, Maria Emília Jáber.

Programação

02/02/2007
8h – Credenciamento e entrega do material
14h – Abertura do Fórum
14h30 – Sérgio Duarte Mamberti – Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e ator
16h30 – Lanche com apresentação cultural
17h – Cervantes Souto Sobrinho – Palestra – Produção Cultural – Uma experiência compartilhada
19h – Apresentação cultural

03/02/2007
8h – Maria Emilia Mendonça Jabér – Sebrae – palestra – Indústria Criativa
10h – Lanche com apresentação cultural
10h30 – Silvio Di Nucci – Ex-secretário de Cultura do Mato Grosso do Sul – Palestra: Conselho Estadual de Cultura: democratizando e ampliando a discussão sobre política cultural na gestão pública
14h – Kátia M. Flores – Presidente do Conselho Municipal de Cultura – Palestra: O papel dos conselhos na formação de políticas públicas de cultura

16h – Apresentação cultural
16h30 – Júlio César Machado – Presidente da Fundação Cultural – Reativação do Conselho Estadual de Cultura
19h – Apresentação " Show Noites Tocantinenses"

Incentivo à produção de mandioca no Tocantins fecha 1º ciclo em 2007

Projeto apoiado pelo Sebrae quer concluir capacitação dos produtores ao longo deste ano

Fortalecer as ações de gerenciamento empresarial da atividade, revitalizar ´Casas de Farinha´ e melhorar o aproveitamento dos subprodutos como caule e casca na alimentação animal são desafios para os agricultores familiares atendidos pelo projeto ´Mandioca na Região Médio Norte do Tocantins´. Na avaliação do gestor do projeto pelo escritório do Sebrae em Colinas do Tocantins, Relton de Oliveira, o fortalecimento dessas três frentes dará fôlego à atividade, para que uma nova etapa seja iniciada a partir de 2008.

Segundo ele, o objetivo é que a partir do próximo ano mandioca e farinha dos produtores passem a ser comercializadas no mercado estadual. Hoje, a venda se restringe às cidades mais próximas das áreas produtoras. Outra meta para 2008 é elevar o volume de produção para que os agricultores forneçam a projetos de produção de álcool, que têm sido apoiados pelo governo estadual, combustível extraído da mandioca.

Hoje, o projeto ´Mandioca na Região Médio Norte do Tocantins´ atende 200 famílias de agricultores familiares dos municípios de Arapoema, Bernardo Sayão, Colinas, Nova Olinda, Palmeirante e Pau D´Arco. Parte da produção dessas cidades já é enviada a uma fábrica de fécula da cidade de tocantinense de Araguaína. No entanto, o volume não é suficiente e, por isso, a indústria busca matéria-prima em outros estados.

Uma das produtoras beneficiadas pelo projeto é Deusanira Trindade Leandro de Souza, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Projeto do Assentamento Remansão (Ascopetro), que fica no município de Nova Olinda. Vivendo do plantio da mandioca desde 1998, Deusanira conta que a atividade deu um salto de qualidade a partir de 2005, quando Sebrae, governo do Estado e outras instituições se articularam e levaram ações de capacitação técnica aos produtores locais.

"O Sebrae teve uma participação muito grande na nossa evolução, porque trouxe técnicas de plantio e vários cursos para a gente aprender a fazer o planejamento da produção, o aproveitamento dos subprodutos para alimentar as nossas criações, reduzindo o dinheiro que a gente gasta com ração", diz Deusanira. "Hoje, boa parte da alimentação que dou à minha criação de galinhas melhoradas vem do aproveitamento da casca da mandioca", acrescenta.

Como desafio para elevar a produção, Deusanira enumera a necessidade de os assentamentos e comunidades rurais da região Meio Norte tocantinense terem acesso a pelo menos mais um trator para arar a terra. "O pessoal está capacitado, está animado com as melhorias, mas ainda falta essa máquina para a gente melhorar a produção", afirma.

Mesma opinião da produtora e presidente da Associação de Mulheres Agricultoras Familiares do Assentamento Água Branca, Florentina de Souza Barbosa, a dona Florisa, como é conhecida. O assentamento fica na área rural de Nova Olinda, cidade distante 328 quilômetros da capital Palmas, e 50 quilômetros de Araguaína, onde está localizada a fábrica de fécula.

"O projeto teve um resultado muito bom até agora, mas para ele crescer falta um trator para a gente arar a terra", diz dona Florisa. Segundo ela, os produtores locais estão tentando articular com as prefeituras da região a compra de tratores para os assentamentos.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Governadores querem formação do Bloco do Centro-Oeste

Procurando estreitar laços administrativos e de integração entre os dois estados, o governador André Puccinelli se reuniu hoje pela manhã com seu colega Blairo Maggi, de Mato Grosso. Também participaram da reunião secretários dos dois estados.

Puccinelli classificou o encontro como "uma busca de experiência de gerenciamento" e deixou clara a intenção de integrar os dois estados em torno de políticas públicas de interesses comuns que possam, também, fortalecer a região Centro-Oeste.

Na reunião, ficou acertado um encontro entre Puccinelli, Blairo Maggi e os governadores do Distrito Federal, Goiás, Rondônia e Tocantins, com a finalidade de discutir a formação do Bloco do Centro-Oeste, que deve contar também com a adesão dos dois estados citados da região norte.

“Mato Grosso conseguiu um amplo destaque nacional, a administração estadual está bem fundamentada, com gestão sólida e, com a força do governador Maggi, queremos reforçar as nossas necessidades comuns, para que Mato Grosso do Sul possa ser, também, contemplado com obras prioritárias constantes no Programa de Aceleração do Crescimento”, observou o governador de Mato Grosso do Sul, ao ressaltar que seu Estado não foi contemplado com obras prioritárias dentro do PAC. Contudo, Puccinelli afirmou que desenvolverá, com o apoio do governador Blairo Maggi, esforços para que Mato Grosso do Sul também venha a receber investimentos.

André citou como exemplo as necessidades demonstradas pela BR-163, que corta as duas unidades federativas. “A BR-163 é pauta nacional e de interesse extremo dos dois estados, além de outras obras que integram Mato Grosso e seu estado-filho”, declarou. Blairo Maggi também reforçou a necessidade de integração entre os dois estados e colocou à disposição da administração de Puccinelli as ferramentas de gestão pública aplicadas em Mato Grosso, como os programas de gerência financeira e administrativa.

“Estamos aproximando as administrações e já pus à disposição do governador André Puccinelli à forma de gestão desenvolvida em Mato Grosso. Os secretários da área sistêmica dos dois estados vão trocar informações para que os avanços que aqui conquistamos possam auxiliar o Estado de Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador Blairo.

Bloco Centro-Oeste

Puccinelli e Maggi se reúnem na próxima segunda-feira (29.01), em Brasília, junto com os governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e de Goiás, Alcides Rodrigues, para discutir a formação do Bloco do Centro-Oeste, que deve contar com a adesão de outras duas unidades da federação - Rondônia e Tocantins. Os chefes do Executivo desses dois estados também estarão presentes. A intenção dos governadores é discutir e implementar ações em conjunto em diversas áreas para o fortalecimento da região.

“Temos a necessidade de atuar em uníssono, agregando estados que não são da região, mas que têm interesses semelhantes, como Rondônia e Tocantins, em busca de políticas comuns de integração e fortalecimento”, afirmaram os governadores.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Especial Tocantins - Monumentos Históricos

Igreja Matriz Nossa Senhora da Natividade

A Igreja Matriz do município de Natividade, uma das mais antigas do Tocantins, é datada de 1759. Seus cultos são dedicados à devoção de Nossa Senhora da Natividade.

Natividade, termo referente a nascimento, ficou em Portugal reservado para indicar o nascimento da Virgem Maria. A igreja Católica celebra o nascimento de Jesus Cristo, desde o ano 33 da era cristã. Esta festa de Nossa Senhora teve origem no Oriente e passa a ser comemorada no Ocidente no século VII, quando o papa Sérgio I, de origem oriental, compõe uma ladainha para a festa e introduz a procissão no dia dedicado à santa. A comemoração a Nossa Senhora da Natividade está relacionada à festa da Imaculada Conceição de Maria, celebrada em 8 de dezembro. Nove meses depois, comemora-se Nossa Senhora da Natividade. Esse intervalo diz respeito ao período de gestação de Maria no ventre de Santa Ana. Os devotos acreditam que Maria, como mãe de Jesus, preservada do pecado original, merece ser cultuada.

Foi trazida pelos jesuítas para o norte da província de Goiás, em 1735, uma imagem de Nossa Senhora da Natividade. Foi a primeira a entrar nessa região, em embarcações pelo rio Tocantins, depois nos ombros dos escravos até o pé da serra onde se erguia o povoado denominado de Vila de Nossa Senhora da Natividade, Mãe de Deus. Essa imagem é a mesma, venerada, ainda hoje, na Igreja Matriz.

Com a criação do Estado, a população de Natividade junto com o clero tocantinense desenvolveu uma campanha para tornar Nossa Senhora da Natividade padroeira do Estado. Dom Celso Pereira de Almeida, bispo diocesano de Porto Nacional, enviou, em março de 1992, solicitação ao papa João Paulo II expressando o desejo dos devotos de Nossa Senhora, de vê-la consagrada padroeira do Estado.

A solicitação foi aceita pelo Vaticano em 29 de maio de 1992 e em 15 de agosto do mesmo ano dom Celso divulgou oficialmente durante a Romaria do Bonfim, em Natividade, Nossa Senhora da Natividade padroeira principal do Tocantins.

A festa a Nossa Senhora da Natividade, na igreja Matriz, é realizada de 30 de agosto a 8 de setembro, dia escolhido para ser dedicado em todo o Estado a homenagear Nossa Senhora da Natividade. No município de Natividade durante os festejos acontece o novenário. São montadas barracas onde se fazem leilões e celebra-se a missa solene no dia dedicado à santa.

A igreja Matriz apresenta arquitetura em estilo colonial. O altar é feito de madeira, com repinturas. O forro de tábua corrida no teto e no piso do altar foi colocado em 1997, possui luminárias modernas e ventiladores nas laterais. No altar encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Natividade, em madeira, com pintura policromada. Tem ainda dois sinos de 1858, uma pia batismal e no seu arquivo um Livro de Casamentos de 1872-1901.

Conforme relatos de moradores, havia altares nas paredes laterais do arco cruzeiro da igreja Matriz, conservados até a década de 1960, onde eram expostas as imagens sacras de Nossa Senhora do Rosário, São Gonçalo, São Sebastião, Nossa Senhora das Dores e Santo Antônio. O piso original em tijoleira foi substituído pelo ladrilho hidráulico (mosaico) que novamente foi trocado por cimento queimado de cor amarelada. O ladrilho foi reaproveitado na sacristia à direita do altar-mor.

A comunidade guarda ainda em suas memórias lendas sobre a igreja Matriz. Segundo os moradores uma serpente possui a cabeça na Lagoa Encantada e o rabo na igreja Matriz. Diz a lenda que enquanto existirem velhas rezadeiras em Natividade, aos sábados rezando o ofício de Nossa Senhora, não prevalecerá o poder da serpente e o povo de Natividade, do Bonfim e redondezas viverá em segurança.

Antiga cadeia pública, Paço Municipal e Casa da Cultura

A "Antiga Cadeia" tem característica secular. Foi construída no período da escravatura, para funcionar como cadeia pública.
O prédio é térreo com 18,50m de frente por 9,50m de fundo. Possui grossas paredes de pedra, contendo três janelas e uma porta de frente com espessas grades de ferro, inclusive de acesso às celas.

Originalmente, o prédio foi construído com dois cômodos, separando os presos em celas masculina e feminina. As reformas foram feitas entre 1948 e 1949 no governo de Júlio Nunes da Silva. Esse prédio funcionou como cadeia pública até 1995, e em 1996 passou por um processo de restauração e adequação para abrigar o Museu Público Municipal.

PAÇO MUNICIPAL - ANTIGA PREFEITURA

Localiza-se em anexo à Antiga Cadeia Pública, na Praça Leopoldo de Bulhões. O prédio foi construído no período entre 1930 e 1938, na administração do intendente João Rodrigues de Cerqueira. Inicialmente, tinha cinco janelas na parte da frente e cinco que ficavam em direção ao norte. O piso original era de cerâmica de barro (ladrilho).

Conforme relatos orais, o mobiliário contava com mesas de madeira quatro quinas e cadeiras também de madeira. A única modificação ocorrida no prédio foi por volta de 1966/1967, quando as janelas de madeira foram trocadas por vitrôs.

O prédio sempre funcionou como espaço administrativo: Prefeitura, Câmara Municipal, agência de estatística - hoje IBGE -, arquivo municipal e sede da banda de música municipal. Hoje o prédio abriga a Polícia Militar.

CASA DE CULTURA AMÁLIA HERMANO TEIXEIRA

Situada à rua Coronel Deocleciano Nunes, esquina com a Praça São Benedito, a casa de 410 m2 pertenceu ao major Benício Nunes da Silva e sua esposa Benvinda Benedito Borges. Moradores dizem que major Benício faleceu em 1906. Trinta dias depois, dona Benvinda também morreu.

Não se sabe ao certo a data da construção do prédio, mas segundo moradores mais antigos, ele foi construído no final do século XIX. Após a morte do casal, a casa ficou para os filhos, mas os relatos orais não afirmam se eles habitaram o imóvel.

Por volta de 1920, o casarão serviu de sede para a Companhia de Polícia, que veio para a cidade por intermédio do coronel Deocleciano Nunes, filho do casal falecido, com o objetivo de defender a cidade dos jagunços saqueadores que rondavam a região. Até 1954, funcionou no prédio o Grupo Escolar D. Pedro II.

O prédio de adobe, coberto de telha comum, teto de madeira serrada, piso de cerâmica, paredes rebocadas e pintadas, sofreu modificações no madeiramento, no piso, no reboco e na pintura. O imóvel contém dez compartimentos e hoje abriga a Casa da Cultura Amália Hermano Teixeira, onde funciona a Biblioteca Pública Municipal e uma loja de artesanato da Prefeitura.

Igreja de São Benedito

Das três igrejas existentes em Natividade, a de São Benedito é a menor em estrutura física, mas isso não a faz menos importante que as outras. A igreja possui estilo jesuítico. Acredita-se que foi construída pelos escravos e possivelmente pela irmandade de São Benedito, mas ainda não foi encontrado nenhum documento oficial que comprove a existência dessa irmandade em Natividade.

É possível que a Igreja de São Benedito tenha sido construída ainda nas primeiras décadas do século XVIII, época em que Natividade vivia a opulência do ouro. O período histórico e a devoção ao santo fazem-nos acreditar que a igreja tenha sido construída e freqüentada pelos negros que vieram para região para trabalhar nas minas de ouro.

Segundo relatos orais, a igreja funcionou normalmente até l928, quando foi desativada, voltando a ser utilizada com mais freqüência em 2000. De 1984 (data da primeira restauração) a abril de 2000, a igreja era utilizada apenas nas datas festivas em que se incluía procissão em evento realizado na igreja matriz. De acordo esses relatos, no período em que esteve desativada, a igreja passou por um processo de abandono por parte das autoridades civis e religiosas, perdeu parte do telhado e do reboco. Nesse período foi roubada a imagem original, mas não se sabe precisamente o ano.

Na década de 1970, autoridades se mobilizaram junto ao Governo do Estado de Goiás para o tombamento na esfera estadual de todas as igrejas de Natividade. Foi assim que se tornou possível a restauração da Igreja São Benedito, em 1984 pelo Iphan/Pró Memória. Nos anos de 1994 e 1999/2000, o Ministério da Cultura realizou obras e serviços de manutenção no edifício.

A igreja possui fachada simples com um óculo e porta principal ladeada por duas janelas. Consta de pequena nave, arco cruzeiro, capela mor ladeada por sacristia e consistório, além de um cômodo de acesso ao púlpito, torre e coro. O retábulo do altar mor apresenta técnica simples de carpintaria e pinturas em policromia com elementos decorativos (figuras antropomórficas e dosséis) que se enquadram dentro do estilo joanino. As paredes laterais da capela mor e o fundo do camarim possuem pinturas decorativas aplicadas sobre a pintura a cal, apresentando os seguintes elementos: sobreverga com arremate em conchas nas extremidades, compoteira com flores, buquês, cortinados e colunas lisas. O arco do cruzeiro também apresenta pintura decorativa com repetição de elementos.

A nova imagem de São Benedito foi fruto dos esforços da comunidade local liderada pelo casal Maximiano e Amália Hermano. A imagem foi esculpida, pintada e decorada por dois artesãos goianos. Depois de adquirida foi entronizada pelo padre Joatan Bispo de Macedo, em1984.

O santo que deu nome à obra nasceu na Sicília, Itália, em 1526. Amado de Norte a Sul do Brasil, São Benedito morreu em 4 de abril de 1589 em Palermo, na Itália. O culto a São Benedito, um dos mais populares do país, é associado aos padecimentos do negro brasileiro. Em Natividade, o dia de São Benedito é comemorado em 20 de novembro.

Praças da Bandeira e Leopoldo Bulhões

PRAÇA DA BANDEIRA

Os relatos de história oral afirmam que a área onde hoje está edificada a Praça da Bandeira era conhecida como Praça do Pelourinho.

Com a retirada do pelourinho, o largo defronte às casas permaneceu por algum tempo sem nenhuma infra-estrutura. Só veio a sofrer intervenção no período de 1970 a 1972, recebendo a denominação de Praça da Bandeira. Em volta da praça há quatro casas que conservaram suas antigas fachadas, o prédio da Câmara Municipal, local onde funcionou o primeiro mercado municipal, e os correios.

A praça possui passarelas em cimento queimado e bancos de concreto sem encostos. Está arborizada com duas amendoeiras e uma palmeira imperial. Funcionam na praça duas barracas de ambulantes que comercializam confecções.

PRAÇA LEOPOLDO DE BULHÕES

Recebeu esse nome em homenagem a Leopoldo de Bulhões, antigo governador de Goiás. Antes se chamava Praça do Conselho - devido ao Conselho Municipal que funcionava no prédio do Paço Municipal em frente à praça. No local não tinha nada construído, havia apenas árvores (juazeiros, mangueiras, amendoeiras, fruta-pão, etc), que eram cercadas de pedra canga com massa a cal. As árvores foram retiradas na década de 1950.

A parte da estrutura da atual praça foi construída em 1980, na administração de Izambert Camelo Rocha. Nesse período foram plantadas diversas espécies de palmeiras, algumas vindas de São Paulo. A praça hoje é constituída de bancos de concreto com encosto, calçamento de concreto, duas fontes luminosas, um monumento das bateias (em homenagem ao ouro que deu origem à cidade), monumento à TV Anhanguera e à instalação da água.

Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

O que seria o templo dedicado à devoção a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos chama a atenção pela sua opulência, grandiosidade e beleza, todo erguido em pedra. Sob a atual denominação de ruínas, sua dimensão pode ser observada pelo que restou das paredes laterais, do arco da entrada feito em pedras e tijolinhos e também pelos alicerces em pedra canga, embora grande extensão dessas tenham sido retiradas para abertura da avenida defronte à igreja.

As ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário, conservada ao longo dos séculos, sofreu um processo de intervenção em 1992, através do Iphan/Pro-Memória, e o arco foi restaurado evitando um possível desabamento. Em 1996, sob a gerência do Iphan, foi realizado outro trabalho de restauração em toda a extensão da ruína e um projeto urbanístico para o seu entorno, quando recebeu uma iluminação especial.

Segundo relatos de viajantes, esse templo começou a ser construído pelos escravos no século XVIII. Da obra ficou concluída a capela-mor, o arco da entrada principal e suas laterais o que pode ser observado através do desenho de William John Burchell que percorreu o Brasil entre 1825 e 1829.

A devoção a Nossa Senhora do Rosário teve origem em Portugal. Desde os séculos XV e XVI era sob a invocação dessa santa que se congregavam os negros. As razões da escolha de Nossa Senhora do Rosário como protetora dos negros não são muito claras, mas sua popularidade fez criar em quase todas as cidades portuguesas igrejas onde havia imagens da virgem a quem se atribuíam milagres.

Frei Agostinho de Santa Maria acreditava que através da imagem de Nossa Senhora resgatada em Argel foi dado início ao culto, levando os negros a escolherem essa invocação. No Brasil, a celebração a Nossa Senhora do Rosário está quase que restrita às irmandades negras. Em Natividade, há relatos sobre uma irmandade do Rosário, mas não foi possível comprovar este fato historicamente.

Alguns afirmam que à medida que os negros iam construindo o seu templo, ofereciam presentes aos seus deuses e divindades, colocando em suas paredes ou enterrando em seu interior ouro em peça ou em pó, armazenados em garrafas ou potes de cerâmica. As conseqüências dessas informações passadas de geração em geração podem ser observadas nas paredes das ruínas com vários furos, resultado de ações de pessoas que, dizendo sonhar onde estava o ouro, perfuravam as ruínas.

Especial Tocantins - Manifestações culturais 2

Festejos de Nossa Senhora do Rosário

A cidade de Monte do Carmo, nascida arraial do Carmo, foi fundada em 1746, em função das minas de ouro, e fica a 89 Km de Palmas. Realiza todos os anos, no mês de julho, os festejos de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo e Divino Espírito Santo. A festividade secular mistura fé e folclore, através de uma série de rituais que reúnem costumes religiosos dos brancos europeus e dos negros africanos, o que transforma a festa em uma atração única, mantida com fidelidade pela população local.

Há informações de que essas manifestações, ainda hoje realizadas em datas específicas, com o passar do tempo foram se juntando e passando a ser comemoradas no período de 7 a 18 de julho. Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, celebrada em 16 de julho, trouxe para sua festa as comemorações ao Divino Espírito Santo e Senhora do Rosário. Acredita-se que isso aconteceu devido às dificuldades da população do sertão em ir às festas em datas diversas e da falta de padres para as celebrações. É possível afirmar que essa junção tenha acontecido há pelo menos 80 anos.

CAÇADA

Monte do Carmo possui uma forte influência das culturas portuguesa e africana. Na cidade pode-se vivenciar, a cada ano, sons de bandas de músicas, de tambores, reco-recos, cuícas e tamborins e danças como congos, taieiras e sússia. Um dos pontos altos da festa é a caçada da rainha. Em pleno dia, o cortejo é aberto por tocadores de tambor que vão ditando os passos do público no ritmo da sússia. No meio do povo, os caretas – homens mascarados – divertem os adultos e aterrorizam as crianças. Somente depois surgem os “caçadores” e “caçadeiras”, montados em cerca de 40 cavalos e vestidos especialmente para este momento – mulheres de vestidos longos, em várias tonalidades, homens de preto e branco.

No final do cortejo, o rei e a rainha da festa, também vestidos a caráter, se dirigem para uma área periférica de Monte do Carmo. Ali, quase duas mil pessoas permanecem por mais de duas horas cantando e dançando. A caçada é uma tradição secular. Conta a lenda que esta manifestação surgiu quando a imagem de Nossa Senhora do Rosário começou a desaparecer da igreja misteriosamente, sendo encontrada em seguida na Serra do Carmo. Na terceira vez, os negros foram buscá-la tocando tambores, cantando e dançando, o que encerrou a série de desaparecimentos.

No ritmo dos sertanejos

Do sertão tocantinense surge a genuína cultura do povo. As origens podem ser diversas, mas as motivações quase sempre estão ligadas à devoção religiosa unida ao lazer. Em comum também está o desejo dos moradores das cidades mais antigas do Tocantins de manter vivas tradições como a catira, a sússia e a jiquitaia. É o caso dos Catireiros de Natividade e do Grupo de Jiquitaia de Santa Rosa, que se destacam por passar seus conhecimentos aos jovens.
A origem da catira é encontrada nas tradições indígenas. Estes traços podem ser observados na música, nas coreografias e também no fato de somente os homens participarem do ritual. Em algumas tribos indígenas havia a proibição das mulheres participarem das danças e de entrarem nas casas de flauta, local onde se guardavam máscaras e instrumentos musicais indígenas e que serviam de hospedagem aos convidados de outras tribos nos intercâmbios artísticos.

Repentistas

Os catireiros são músicos repentistas que cantam seus poemas ao som do padeiro, da caixa e da viola. A catira é dançada em círculo formando pares que dançam ao som das mãos e dos pés, num sapateado compassado. É comum entre os grupos que fazem parte dos giros das folias de Reis e do Divino Espírito Santo. Nos momentos de descontração e lazer os foliões cantam seus versos e prosas.
Segundo pesquisadores, os negros que viviam no Estado criaram a sússia, ou suça, como também é conhecida, representando a vida nas senzalas. Os dançarinos apresentam com utensílios que retratam o seu cotidiano. Fazem suas evoluções sustentando garrafas na cabeça ou carregando o quibando, espécie de peneira grossa de palha. Os dançarinos se apresentam aos pares, num semi-círculo onde estão os músicos.

Jiquitaia

Na sússia dança-se a jiquitaia. Supõe-se que as senzalas fossem constantemente invadidas por uma espécie de formiga, conhecida como jiquitaia, e que estas subiam pelo corpo dos escravos provocando um movimento frenético na retirada dos insetos. Esse fato demonstra a imensa capacidade dos negros escravos em transformar a sua situação de dificuldade em danças que os desprendiam do cotidiano.
Os movimentos dessa dança lembram, portanto, a retirada de formigas que invadem os corpos dos dançarinos, num bailado sensual, leve e ao mesmo tempo frenético, uma vez que apenas insinua o toque. A dança é a eterna busca do par.

Romaria do Bonfim

No Tocantins, as romarias do Nosso Senhor do Bonfim acontecem nos municípios de Natividade, no sudeste do Estado, e Araguacema, a sudoeste.
Em Natividade, a romaria remonta ao século XVIII com a formação dos primeiros arraiais. Existem diversas hipóteses a respeito da formação do povoado do Bonfim, para onde seguem os romeiros todos os anos. Alguns acreditam que ele teria se originado de um santuário criado por fiéis ou de um núcleo missionário das irmãs carmelitas ou dos jesuítas.

Os moradores da região afirmam que um vaqueiro teria encontrado nessa área, em local pantanoso, a imagem do Senhor do Bonfim em cima de um toco de madeira. Essa imagem teria sido retirada várias vezes desse local e levada para Natividade, mas desaparecia e reaparecia no mesmo lugar onde foi encontrada. A crença nesses acontecimentos deu início à peregrinação para essa localidade.

Em Natividade, a romaria do Senhor do Bonfim é realizada de 6 a 17 de agosto, no povoado do Bonfim situado a 22 Km da sede do município, onde vivem pouco mais de 100 pessoas. Esse pequeno povoado recebe em média 60 mil fiéis, vindos de várias regiões do Estado e do país.

O ponto alto das comemorações do Bonfim, em Natividade, acontece no dia 15, com a celebração da missa campal, em louvor ao Senhor do Bonfim. No dia 16 em homenagem a Nossa Senhora da Conceição e no dia 17 ocorre a missa dos romeiros. Vários pagadores de promessa atravessam a pé os 22 Km de Natividade ao Bonfim para depositar as suas oferendas aos pés da imagem do santo.

Araguacema

A romaria do Senhor do Bonfim acontece no povoado do Bonfim, distante 40 Km de Araguacema. Atualmente para lá se deslocam cerca de dez mil pessoas. São romeiros das cidades vizinhas e do sul do Pará. O festejo inicia-se com o novenário e termina com a celebração da missa campal, em homenagem ao Nosso Senhor do Bonfim, no dia 15 de agosto.

As homenagens ao Senhor do Bonfim, no município, têm início em 1932, quando para lá chegou, vinda do Maranhão, a família do senhor Arcanjo Francisco Almeida com uma imagem do Bonfim. Seu filho, Natalino Francisco de Almeida, é o atual responsável pela manutenção do templo e pela guarda da imagem que pertence à família desde o século XIX. Segundo Natalino, essa imagem foi encontrada pelo bisavô de sua mãe quando este, junto com a sua família, fugia dos conflitos da Balaiada, ocorrida no Maranhão, entre os anos de 1838 e 1841.

Um dia, após longa caminhada, seu tataravô encontrou na mata uma vertente de água onde havia um oratório feito em pedra. Nele estava depositada uma imagem. Ele levou essa imagem consigo e após o término da Balaiada retornou à sua cidade de origem onde pediu ao padre para “batizá-la”. O padre batizou-a de Jesus do Bonfim e definiu o seu festejo para 15 de agosto. Desde então, a família faz a festa em sua devoção.

Roda de São Gonçalo

Conta a lenda que São Gonçalo reunia em Amarante, Portugal, várias mulheres que durante uma semana dançavam até a exaustão. O objetivo do santo era extenuar as mulheres para que no Domingo, dia do Senhor, elas ficassem em repouso e isentas de pecado. A lenda conta ainda que o santo tocava viola para as mulheres dançarem.

No Brasil, a devoção a São Gonçalo vem desde a época do descobrimento. O seu culto deu origem à dança de São Gonçalo, cuja referência mais antiga data de 1718, quando na Bahia assistiu-se a um festejo com uma dança dentro da igreja. No final, os bailarinos tomaram a imagem do santo e dançaram com ela, sucedendo-se os devotos. Essa dança foi proibida logo em seguida pelo Conde de Sabugosa, por associa-lá às festas que se costumavam fazer pelas ruas em dia de São Gonçalo, com homens brancos, mulheres, meninos e negros com violas, pandeiros e adufes dando vivas a São Gonçalo.

São Gonçalo tem, para os seus devotos, a tradição de santo casamenteiro. Inicialmente, a dança tinha um caráter erótico, que com o tempo foi desaparecendo, permanecendo apenas o aspecto religioso.

Em Arraias, no sul do Estado, a dança de São Gonçalo é chamada de roda, e sempre é dançada em pagamento a uma promessa por mulheres em pares, vestidas de branco, com fitas vermelhas colocadas do ombro direito até a cintura. Nas mãos carregam arcos de madeira, enfeitados com flores de papel e iluminados com pavios feitos de cera de abelha. Também participam do ritual dois homens vestidos de branco com fitas vermelhas traspassadas. Os homens tocam viola e tem a função de acompanhar as dançarinas para que estas não se percam nas evoluções da dança.

Os violeiros entoam versos em louvor a São Gonçalo, que fica colocado num altar preparado exclusivamente para a festa, em frente ao qual se faz as evoluções da roda. Acompanha, ainda, a roda de São Gonçalo, um cruzeiro todo iluminado, colocado próximo ao altar.

Especial Tocantins - Manifestações culturais 1

Cavalhadas

Na Idade Média, os árabes foram denominados genericamente de mouros. Estes povos invadiram a Europa por volta do século VIII e só foram banidos do continente europeu no século XV. As cavalhadas representam a luta entre o exército de Carlos Magno e os mouros. Carlos Magno foi coroado Imperador do Ocidente no ano 800 pelo Papa Leão III.

Alguns autores acreditam que as cavalhadas tenham sido introduzidas no Brasil pelos padres jesuítas como meio de facilitar a catequese através da junção entre o sagrado e o profano.

Em Taguatinga, no sul do Estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dia 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.

O ritual da luta entre mouros e cristãos é antecedido pelo desfile dos caretas, grupo de mascarados representando bruxas, caras de boi com chifres e outros animais. Os cavalos, usados pelos caretas, são enfeitados com flores e portam instrumentos que produzem um barulho que os identifica.

Os cavalheiros que participam do ritual das Cavalhadas, ao contrário dos mascarados, são quase sempre os mesmos. Nas Cavalhadas tem-se a figura do rei, do embaixador e dos guerreiros. Todos desfilam sobre cavalos paramentados com selas cobertas por mantas bordadas e, sobre os olhos dos animais há uma máscara toda trabalhada em cor prata enfeitada com penas vermelhas e amarelas.

As Cavalhadas são formadas por vinte e quatro cavalheiros, distinguindo os mouros na cor vermelha e os cristãos na cor azul. Doze cavalheiros representam os cristãos e, os outros doze, os mouros.

Os cristãos trajam camisa azul de cetim com enfeites dourados; calça branca com botas azuis e enfeites dourados. Na cabeça, um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.

Os mouros usam camisa de cetim ou lamê prata brocado, capa vermelha com bordados de ouro e calça vermelha com bordados e botas prateadas; na cabeça um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.

A espada e a lança usadas durante a encenação do combate complementam a indumentária dos cavalheiros.

Congo ou Congadas

De origem africana mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular no Nordeste e Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.

Os motivos dramáticos da dança do congo baseiam-se na história da rainha Ginga Bandi, que governou Angola no século XVII. Ela decidiu, certa vez, enviar uma representação atrevida ao rei D. Henrique, de Portugal. Seu filho, o heróico príncipe Suena, é morto durante essa investida. O quimboto (feiticeiro) o ressuscita.

Na dança do congo só os homens participam, cantando músicas que lembram fatos da história de seu país. A congada é composta por doze dançarinos. O vestuário usado pelos componentes do grupo é bem colorido e cada cor tem o seu significado. Azul e branco são as cores de Nossa Senhora do Rosário. O vermelho representa a força divina. Os adornos na cabeça representam a coroa. O xale sobre os ombros representa o manto real.

Em Monte do Carmo, o congo é acompanhado por mulheres, chamadas de taieiras. Essas dançarinas usam trajes semelhantes aos usados pelas escravas que trabalhavam na corte. Trajam blusas quadriculadas em tom de azul e saias brancas rodadas, colares de várias cores e na cabeça turbante branco com uma rosa pendurada. Os dois grupos se apresentam juntos, nas ruas, durante o cortejo do rei e da rainha, na festa de Nossa Senhora do Rosário.

Festa do Divino Espírito Santo

A celebração do Divino Espírito Santo, como festa popular de cunho religioso, tem sua origem no catolicismo português. Relatos de Portugal contam que a rainha Isabel e seu marido Dom Diniz teriam feito no século XIV uma promessa de alimentar os famintos e oferecer a sua coroa ao Divino Espírito Santo em troca de paz. Nessa época, Portugal e Espanha travavam uma guerra de quase cem anos. O objetivo foi alcançado e a promessa cumprida. Dessa forma teve início a devoção ao Divino Espírito Santo, que se difundiu em solo português e chegou ao Brasil no século XVI.

A rigor, a festa do Divino deveria coincidir com o Domingo de Pentecostes, no calendário católico, que ocorre aproximadamente 50 dias após a Páscoa, ou seja, num prazo que compreenderia exatamente os 40 dias do giro da folia e o novenário.
No Brasil, no entanto, as folias têm datas variadas. No Tocantins vão de janeiro a julho, de acordo com as características de cada localidade. Essas festas são realizadas em várias cidades, com destaque para Monte do Carmo e Natividade. Em Monte do Carmo a celebração ao Divino Espírito Santo foi aproximada à época da festa da padroeira da cidade, passando a ter data fixa para a sua realização, dia 16 de julho. Natividade mantém a tradição da data móvel.

As folias do Divino anunciam a presença do Espírito Santo. As romarias conduzem a bandeira. O giro da folia representa as andanças de Jesus Cristo e seus 12 apóstolos durante 40 dias, levando a sua luz e a sua mensagem, convidando todos para a festa, a festa da hóstia consagrada.

Os foliões que representam os apóstolos andam em grupo de 12 ou mais homens, conduzidos pelo alferes, em jornada pelo sertão. Esse grupo percorre as casas dos lavradores, abençoando as famílias e unindo-as em torno da celebração da festa que se aproxima. Saem a cavalo pelas trilhas e estradas, quando chegam às fazendas para o pouso, alinham os cavalos no terreiro e cantam a licença, pedindo ritualmente acolhida. Durante o giro os foliões recolhem donativos para a festa.

Festa de Nossa Senhora da Natividade

As manifestações culturais no Tocantins estão quase sempre atreladas às festas em comemoração aos santos da igreja Católica. A festa de Nossa Senhora da Natividade é uma celebração tipicamente religiosa. A devoção a Nossa Senhora e a história da sua imagem existente em Natividade, onde é festejada há quase três séculos, no dia 8 de setembro, motivaram a eleição desta como Padroeira do Tocantins. A festa à Padroeira Nossa Senhora da Natividade acontece de 30 de agosto a 8 de setembro. Durante os festejos, acontece o novenário e são montadas barracas onde se fazem leilões. É celebrada missa solene no dia dedicado à santa. As comemorações acontecem na igreja matriz de Natividade, uma das mais antigas do Estado, datada de 1759.

História

Como a palavra Natal, Natividade significa nascimento. Em Portugal, ficou reservada para indicar o nascimento da Virgem Maria. A igreja Católica celebra o nascimento da mãe de Jesus desde o ano 33 da era cristã. A festa de Nossa Senhora teve origem no Oriente, a Virgem Maria passa a ser comemorada no Ocidente no século VII.

A comemoração a Nossa Senhora da Natividade está relacionada à festa da Imaculada Conceição de Maria, celebrada em 8 de dezembro. Nove meses depois, comemora-se Nossa Senhora da Natividade. Esse intervalo diz respeito ao período de gestação de Maria no ventre de Santa Ana. Os devotos acreditam que Maria, como mãe de Jesus, preservada do pecado original, merece ser cultuada.

A imagem de Nossa Senhora da Natividade foi trazida, pelos jesuítas, para o norte da província de Goiás, em 1735. Foi a primeira a entrar nessa região, em embarcações pelo rio Tocantins, depois nos ombros dos escravos até o pé da serra onde se erguia o povoado denominado de Vila de Nossa Senhora da Natividade, Mãe de Deus, mais tarde São Luiz e depois Natividade. Essa imagem é a mesma, venerada, ainda hoje, na Igreja Matriz.

Com a criação do Estado do Tocantins, a população de Natividade, junto com o clero tocantinense e o recém-criado Conselho de Cultura, desenvolveu campanha para tornar a já venerada Nossa Senhora da Natividade em padroeira do Estado. dom Celso Pereira de Almeida, bispo diocesano de Porto Nacional envia, em março de 1992, solicitação ao papa João Paulo II, expressando o desejo dos devotos de Nossa Senhora, de vê-la consagrada padroeira do seu novo Estado. Diz dom Celso: "sendo nosso povo católico, na grande maioria, e devoto de Nossa Senhora, temos, nós bispos, recebido freqüentes apelos a fim de pedirmos a Vossa Santidade se digne declarar Nossa Senhora, sob a invocação de Nossa Senhora da Natividade, padroeira principal deste Estado".

Acrescenta ainda dom Celso na sua justificativa , que os habitantes do sul do Estado "veneram com muito afeto a imagem de Nossa Senhora da Natividade, trazida para a nossa região pelos missionários jesuítas. Esta devoção é sempre viva no nosso povo". (BRAGA, 1994, p. 14). A solicitação foi aceita pelo Vaticano e em 15 de agosto de 1992 dom Celso oficializa, durante a Romaria do Bonfim, em Natividade, Nossa Senhora da Natividade padroeira principal do Tocantins.

Especial Tocantins - Manifestações culturais

A Cultura do Tocantins

O Tocantins revela-se rico em manifestações culturais graças à grande miscigenação de culturas, vinda de todos os estados brasileiros. Festas como a do Senhor do Bonfim (em Natividade e Araguacema) e as Cavalhadas (Taguatinga, no sul do Estado) preservam o legado cultural de nosso povo.

A Folia de Reis

A Folia de Reis comemora o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito desta festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.
No Brasil, a Folia de Reis chega no século XVIII, com caráter mais religioso do que de diversão. No Tocantins, os foliões têm o alferes como responsável pela condução da bandeira, que sai pelo sertão "tirando a folia", ou seja, cantando e colhendo donativos para a reza de Santos Reis, realizada sempre no dia 6 de janeiro.
A Folia de Reis, diferentemente do giro do Divino Espírito Santo, acontece em função de pagamento de promessa pelos devotos e somente à noite. O compromisso pode ser para realizar a folia apenas uma vez ou todos os anos. A folia visita as famílias de amigos e parentes. Os foliões chegam à localidade e se apresentam tocando, cantando e dançando. A família recebe a bandeira, o anfitrião percorre com ela toda a casa, guardando-a em seguida, enquanto aos foliões são servidos bolos, biscoitos e bebidas que os mantêm nas suas andanças pela noite.
Ao se retirarem, o proprietário da casa devolve a bandeira e os foliões agradecem a acolhida, repetindo o gesto da entrada. Quando o dia amanhece, os foliões retornam às suas casas para descansar e, ao anoitecer, retomam as andanças. Quando termina o roteiro da folia, realiza-se a festa de encerramento na residência da pessoa que fez a promessa. Neste momento reza-se o terço, com a presença dos foliões e dos convidados, em frente ao altar ornamentado com flores, toalhas bordadas e a bandeira dos Santos Reis. Em seguida, é servido um jantar com uma mesa especial para os foliões.
A tradição é muito forte. Os mais velhos acreditam serem os Santos Reis os protetores contra a peste, a praga na lavoura e, principalmente

Caretas

OS MASCARADOS EM PORTUGAL

Há dados históricos a respeito de uma festa, ainda hoje realizada em Portugal, chamada entrudo, onde só participavam homens usando máscaras, os caretos. Acontecia no domingo gordo e na terça-feira de carnaval. Nestes dias de festa, os caretos só paravam para matar a sede ou para combinar novas investidas à praça central onde a população local e os forasteiros se juntavam para assistir ao ritual. Nesse período, o que prevalecia era a agitação e a indisciplina.

Na festa do entrudo, a máscara conferia todo poder aos membros do grupo. Eles saíam às ruas e ditavam as regras dos acontecimentos. Ninguém conseguia se opor à ira dos caretos. Apenas mulheres vestidas de homens, ou vice-versa, eram poupadas da investida dos caretos, que se lançavam de assalto às moças, encostando-se a elas, desenvolvendo uma dança erótica e fazendo embater os chocalhos, que trazem pendurados. No Tocantins, percebe-se que houve uma transposição do uso das máscaras para diversas festas, como o entrudo, a cavalhada, a festa de Nossa Senhora do Rosário, em Monte do Carmo, e a festa dos Caretas, em Lizarda e Angico.

Os mascarados, ou caretas como são chamados no Brasil, aparecem nessas festas com o intuito de definir as regras das manifestações. Pode ser como um ponto de partida para o início das festividades, como acontece nas cavalhadas e na festa de Nossa Senhora do Rosário; no entrudo em Arraias, definindo o ritmo da algazarra, ou na proteção da quinta em Lizarda.

O ENTRUDO

Existem várias explicações para a origem do carnaval. Uma dessas versões diz que o carnaval tem origem no mundo cristão medieval, quando tinha um período de festas profanas que se estendia desde o dia de Reis até a quarta-feira de cinzas, quando se iniciavam os jejuns da quaresma. Essa festa foi introduzida no Brasil pelos imigrantes das ilhas portuguesas de Madeira, Açores e Cabo Verde.

Arraias, no sul do Tocantins, ainda realiza esse folguedo carnavalesco que consiste em lançar uns nos outros água, farinha, tinta, etc.

O entrudo de Arraias fazia-se com laranjinhas de parafina, espécie de bolinhas feitas de cera de abelha, com um orifício para enchê-las de água perfumada e depois atirar de surpresa nas pessoas. Com o tempo esse costume foi sendo transformado: a água perfumada foi substituída pela água pura e, às vezes, gelada, passando a ser jogada em pessoas do sexo oposto, numa verdadeira guerra dos sexos. Grupos de foliões saem às ruas ao som das sanfonas e outros grupos acompanhados pela banda da polícia militar. Os foliões batem de porta em porta à procura de pessoas para serem molhadas, aumentando o cordão carnavalesco do entrudo.

A FESTA DOS CARETAS

Os caretas são homens que usam máscaras confeccionadas em couro, papel ou cabaça, com o objetivo de provocar medo nas pessoas. Em Lizarda, participam da festa que acontece, tradicionalmente, durante a Semana Santa, na Sexta-Feira da Paixão.

Monta-se um cenário, um semicírculo com pés de bananeira, chamado pelos caretas de quinta atrativa, onde se coloca pedaços de cana de açúcar. Neste se desenrola um verdadeiro espetáculo teatral. Os caretas perseguem com pinholas, uma espécie de chicote feito de sola ou trançados de palha de buriti, as pessoas que tentam invadir a quinta para roubar a cana. A proteção da cana pelos caretas pode ter relação com a crença da população de que no calvário de Jesus Cristo ele foi açoitado com pedaços de cana. Na encenação, os caretas tentam impedir esse sofrimento.

Faz parte dos caretas personagens como a catita e a égua. Catita é um homem trajando roupas femininas, é a mulher dos caretas, vadia, que fica se oferecendo para os homens que estão assistindo a encenação. Enquanto estes ficam envolvidos, os caretas chegam e açoitam os distraídos.

A égua usa a roupa de um bicho muito feio. Este personagem pega a caveira de um animal que já morreu há algum tempo, prende a sua cabeça a um pau e amarra uma corda de maneira que puxando se abre e fecha a boca do animal. Com isso ameaça morder as pernas dos espectadores, assustando-os.

Os caretas ficam observando quando morre um animal para escolher a caveira. A diversão e o medo estão presentes no decorrer de todo o evento. Isso aparece também quando alguém tenta roubar a cana. Só os bons corredores escapam. E continuam as tentativas de roubar a quinta e as surras de pinhola até a madrugada de Sábado da Aleluia.

Catira ou Sussia

Também conhecida como súcia ou suça, a sússia é dançada no folclore de Paranã, Santa Rosa do Tocantins, Monte do Carmo, Natividade, Conceição do Tocantins, Peixe, Tocantinópolis e outras cidades do interior tocantinense. A dança de origem africana, trazida pelos escravos, é caracterizada por músicas agitadas ao som de tambores e cuícas. Uma espécie de bailado em que homens e mulheres dançam em círculos.
A sússia era a diversão dos negros e realizava-se nas senzalas, em comemorações marcantes e também como lazer. É dançada na Festa do Divino e na Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Natividade, em 8 de setembro.

Os movimentos são variados. No caso da jiquitaia – uma variação da dança - eles lembram a retirada de formigas conhecidas como jiquitaias, que invadem os corpos dos pares num bailado sensual, leve e ao mesmo tempo frenético, uma vez que apenas insinua o toque. A dança é a eterna busca da conquista do par.

A sússia na Folia do Divino é dançada ao som da viola, do pandeiro e do roncador, instrumento artesanal feito de tronco de árvore que tem a mesma marcação do surdo. Também é dançada ao som do tambor em outras manifestações populares, como na festa de Nossa Senhora do Rosário.

Especial Tocantins - História - parte 2

O norte de Goiás deu origem ao atual Estado do Tocantins. Segundo historiadores, esta região foi interpretada sob três versões. Inicialmente, norte de Goiás foi denominativo atribuído somente à localização geográfica dentro da região das Minas dos Goyazes na época dos descobrimentos auríferos no século XVIII. Com referência ao aspecto geográfico, essa denominação perdurou por mais de dois séculos, até a divisão do Estado de Goiás, quando a região norte passa a ser o Estado do Tocantins.

Num segundo momento, com a descoberta de grandes minas na região, o norte de Goiás passou a ser conhecido como uma das áreas que mais produziam ouro na capitania. Esta constatação despertou o temor ao contrabando que acabou fomentando um arrocho fiscal maior que nas outras áreas mineradoras.

Por último, o norte de Goiás passou a ser visto, após a queda da mineração, como sinônimo de atraso econômico e involução social, gerador de um quadro de pobreza para a maior parte da população.

Essa região foi palco primeiramente de uma fase épica vivida pelos seus exploradores, que em quinze anos abriram caminhos e estradas, vasculharam rios e montanhas, desviaram correntes, desmataram regiões inteiras, rechaçaram os índios, exploraram, habitaram e povoaram uma área imensa.

Descoberto o ouro, a região passa, de acordo com a política mercantilista do século XVIII, a ser incorporada ao Brasil. O período aurífero foi brilhante, mas breve. E a decadência, quase sem transição, sujeitou a região a um estado de abandono.

Foi na economia de subsistência que a população encontrou mecanismos de resistência para se integrar economicamente ao mercado nacional. Essa integração, embora lenta, foi se concretizando baseada na produção agropecuária, que predomina até hoje e constitui a base econômica do Estado do Tocantins.

Especial Tocantins - História - parte 1

Apresentação

"O que será toda essa riquíssima região no dia em que tiver transporte fácil pelo rio, ou uma boa rodovia ligando todos esses núcleos de civilização. E sonhamos... com as linhas aéreas sobrevoando o Tocantins, vindo ter a ele ou dele saindo para os diversos quadrantes.
As rodovias chegando a Palma, a Porto Nacional, a Pedro Afonso, a Carolina, a Imperatriz, vindos de beira mar! O tráfego imenso que a rodovia Belém do Pará - Imperatriz - Palma teria, se aberta ! (...)
E pensamos: quantas gerações passarão antes que este sonho se realize! (...) mas tudo vem a seu tempo!" (Lysias Rodrigues)

Já sonhava Lysias Rodrigues na década de quarenta, quando defendia a criação do Território do Tocantins. E o tempo chegou!

Foi criado pela Constituição de 1988 o Estado do Tocantins. Sua capital não é a Palma de que fala Lysias, mas é Palmas, em homenagem a esta, a Vila da Palma, antiga sede da Comarca do Norte. E as rodovias e linhas aéreas já vêm e saem do Tocantins "para diversos quadrantes".

Muitas gerações compartilharam o sonho de ver o norte de Goiás independente. Esse sentimento separatista tinha justificativas históricas. Os nortistas reclamavam da situação de abandono, exploração econômica e descaso administrativo e não acreditavam no desenvolvimento da região sem o seu desligamento do sul.

O artigo 15 das Disposições Transitórias do Projeto da Nova Constituição, aprovado em 27 de julho de 1988 criando o Estado do Tocantins, tornava o sonho quase real. Este se transforma em realidade quando sua criação foi legitimada com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Finalmente os tocantinenses puderam afirmar: “Co yvy ore retama”. Esta terra é nossa! Esta frase não é só um impresso no brasão do Tocantins. Significa o desfecho vitorioso da luta pela sua criação que viria determinar o seu destino.

Criado o Estado do Tocantins, vem à tona a sua história. Conhecendo-a, seu povo se percebe com identidade própria. E conhecer a História do Tocantins é muito mais do que só saber sobre a sua criação. É também buscar entender o Tocantins dentro do contexto da história geral do Brasil e, principalmente, nas suas particularidades, onde se configuram sua formação social, as formas de resistências e as buscas de alternativas da população diante das adversidades encontradas no seu caminho.

Para que possamos entender bem a história, vamos criar dois momentos. O primeiro (antigo norte de Goiás) e o segundo (criação do Estado).

Especial Tocantins - Geografia

O Estado do Tocantins está localizado no centro geodésico do Brasil, e possui uma área de 278.420,7 Km2. Com uma população de 1.157.098 (IBGE 2000), o Tocantins faz divisa com seis estados: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso e Goiás. Por estar em uma área de transição, apresenta características climáticas e físicas tanto da Amazônia quanto da região central do Brasil. Tem duas estações distintas: seca e chuvosa.

O clima é tropical e a vegetação predominante é o cerrado, que cobre 87,8% da área do Estado. O restante é ocupado por florestas. O relevo tocantinense é formado por depressões na maior parte do território, planaltos a sul e nordeste e planícies na região central. O ponto mais elevado é a Serra Traíras (1.340 metros). O Tocantins é dono de muitas belezas naturais, entre elas a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, localizada na região sudoeste do Estado, onde também estão o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Nacional Indígena.

Também fazem parte do cenário tocantinense o Parque Estadual do Jalapão, com a vegetação que remonta há milhares de anos quando a água do mar cobria tudo. A natureza, com o passar do tempo, moldou o cenário único, formado por dunas, chapadões, cachoeiras e trilhas perfeitas para os amantes do off road. São 159 mil hectares protegendo o ecossistema do Jalapão, com seu solo arenoso úmido e sua vegetação rala de campo de cerrado.

A maior bacia hidrográfica totalmente brasileira também está localizada no Estado - a bacia do rio Tocantins - Araguaia com uma área superior a 800.000 km2. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se em Goiás, ao norte de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins - Araguaia, destacam-se os rios do Sono, Palma e Manuel Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia.

Especial Tocantins - Faculdades

FACTO - Faculdade Católica do Tocantins Palmas

FAPAL Faculdade de Palmas Objetivo

FECOLINAS - Fundação Municipal de Ensino Superior de Colinas

FECIPAR - Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Paraíso

FAFICH - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi

IESG - Instituto de Ensino Superior de Guaraí

IESPEN - Institulo de Ensino Superior de Porto Nacional

ITPAC - Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos

UFT - Universidade Federal do Tocantins:
Araguaína,Arraias, Colinas,Gurupi, Miracema, Palmas, Porto Nacional, Tocantinópolis

ULBRA -Instituto Universitário Luterano de Palmas

UNEST - Universidade Estadual de Ensino Superior do Médio Tocantins

UNIRG - Universidade de Gurupi

UNITINS - Universidade do Tocantins

Especial Tocantins - Emancipação

O Estado do Tocantins foi criado pela Constituição de 1988. Mas já vinha sendo sonhado desde o século XVII, quando seduzidos pelo canal de transporte que o rio Tocantins representava para o desenvolvimento do interior do Brasil, franceses liderados pelo fidalgo La Planque engajaram-se numa expedição pelas águas do Tocantins.

O sonho passou também pela disputa política, quando D. João VI cria a Comarca de São João das Duas Barras, inaugurada por Joaquim Theotônio Segurado em 1815, que mais tarde (1821) se tornaria chefe do governo provisório da Província de São João da Palma. Em 1873 e 1879, o Visconde de Taunay, como deputado por Goiás, batalha e cria a Província de Boa Vista do Tocantins e mais tarde estabelece a Província do Tocantins.

O brigadeiro Lysias Rodrigues também foi um dos primeiros a plantar essa semente, construindo aeroportos nas principais cidades do Norte goiano e criando a rota Belém-Tocantins. Nesta época, o processo seguia acelerado. Em 1940, Lysias elabora um anteprojeto constitucional e uma carta geográfica do Território Federativo do Tocantins. Motivados pela iniciativa de Lysias, políticos do norte de Goiás, em 10 de dezembro de 1943, assinam o Manifesto ao Povo do Vale do Tocantins, um documento levado ao presidente Getúlio Vargas propondo a criação do território tocantinense.

Foi na metade do século passado que os sentimentos de luta pela criação do novo Estado tornaram-se sonhos e desses sonhos o idealismo que deu força ao povo daquele norte goiano para lutar pela emancipação do Tocantins. Os estudantes criaram a Cenog - Casa do Estudante do Norte-Goiano, instituição bastante atuante no movimento. Neste capítulo vale lembrar o trabalho de José Maia Leite, o primeiro presidente da instituição, José Cardeal dos Santos, Edmar Gomes de Melo e Totó Cavalcanti, entre outros tantos que passaram a idéia da mente para o coração e lutaram pela criação do Tocantins.

Nesta época, o então deputado por Goiás, José Wilson Siqueira Campos, abraçou a idéia dos estudantes em 1971 e apresentou a proposta de divisão do Estado por três vezes na década de 70. Em 1981, contou com um apoio da criação da Conorte - Comissão de Estudos dos Problemas do Norte, com a atuação de Antônio Maia Leite e José Carlos Leitão.

Em 1985 o projeto esbarrou no veto do presidente José Sarney. Por causa da pressão popular, incluindo a greve de fome de Siqueira Campos e um plebiscito com mais de 100 mil assinaturas pedindo a criação do Estado, Sarney cria a Comissão de Redivisão Territorial.

Em 27 de julho de 1988, parlamentares aprovam a criação do Tocantins em segundo turno. Mas foi em 5 de outubro de 1988 que a Constituição Federal foi assinada constando o artigo 13 das Disposições Constitucionais Transitórias da nova Carta Magna, criando o Estado do Tocantins.

A Capital

Com a criação do Tocantins, era necessária uma Capital provisória até a aprovação da sede definitiva do Governo pela Assembléia Estadual Constituinte. A cidade escolhida foi Miracema do Tocantins, na região central. Já em novembro, foram realizadas as eleições para o Legislativo e o Executivo, sendo José Wilson Siqueira Campos eleito o primeiro governador do mais novo Estado da Federação, tendo como vice o juiz federal aposentado Darci Coelho.

A capital definitiva, Palmas, foi instalada em 1º de janeiro de 1990 à margem direita do rio Tocantins e com um plano diretor especialmente elaborado. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram transferidos de Miracema para a nova Capital, que nascia em terras cercadas pela Serra do Carmo e em menos de dois anos já atraíra 30 mil pessoas vindas de todos os cantos do país em busca de oportunidades.

Os negócios tomaram vulto, especialmente no ramo imobiliário e de construção civil. Palmas, segundo estimativas do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística conta com uma população que ultrapassa 180 mil habitantes. É a cidade que mais cresce no país.

Governador do Tocantins e vice do Paraná prestigiam filiação de novos peemedebistas

O governador do Tocantins, Marcelo Miranda e o vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti, confirmaram presença na solenidade de filiação ao PMDB do deputado estadual Maurício Picarelli e dos vereadores campo-grandenses Magali Picarelli, Paulo Siufi e Clemêncio Ribeiro. O evento acontece no sábado (27), na Câmara dos Vereadores da Capital, a partir das 10 horas.

Os peemedebistas entraram em contato com Picarelli para confirmar a presença na solenidade e disseram que o PMDB começa o ano fortalecido tanto no Estado quanto no Paraná e Tocantins.

Pessuti chega na Capital na sexta-feira, acompanhado do secretário de Agricultura do Paraná, Nil Paul Ribas e do secretário-executivo do Ministério da Agricultura no Paraná, Gabriel Maciel. Às 15 horas eles farão uma visita de cortesia à secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias – a visita acontece no gabinete da secretária no Parque dos Poderes.

Picarelli ressalta que os dois políticos exercem grande influência na direção nacional do partido e têm uma carreira parlamentar muito importante para a política brasileira.

“Pessuti acompanha o governador Roberto Requião no seu segundo mandato e o governador Marcelo Miranda conquistou o povo do Tocantins, comprovando seu espírito de liderança naquele Estado. É uma satisfação estar recebendo-os”, destaca Picarelli.

A vereadora Magali Picarelli comenta a importância moral do PMDB, dizendo que o partido não brinca com seus filiados. “É um partido grande, um partido que reúne políticos sérios, competentes e com vontade de trabalhar. Não é um partido que brinca com seus filiados, que os trata com desdém e com insignificância”.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Escola de Palmas vai receber notebooks educacionais

O Ministério da Educação definiu quais colégios brasileiros vão receber notebooks educacionais para testes durante o primeiro semestre de 2007. O Colégio Estadual São José, localizado em Palmas, foi um dos escolhidos para receber os equipamentos. Para esta unidade, serão enviados 150 máquinas, que atenderão em média cinco turmas de 30 alunos.

Ao todo 2.840 equipamentos serão usados em nove diferentes cidades para que o governo federal decida qual plataforma educacional será adotada em 2008. Além de Palmas, já foram escolhidos colégios de Manaus (AM), João Pessoa (PB), Piraí (RJ) e a capital fluminense.

O governo federal vai testar, ao longo deste ano, três modelos de portáteis para uso nas escolas. Em Palmas, o teste está marcado para começar em março, com duração de seis meses.

Nesta primeira fase, mil notebooks convencionais, com configuração básica para alunos e professores, serão empregadas nos colégios destas cinco cidades. Posteriormente, mais mil equipamentos provenientes de uma segunda carga do programa vão para São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Em seguida, colégios públicos do município de Tiradentes (MG) e de Brasília (DF) irão receber 840 máquinas.

Estudante tocantinense participará do Caldeirão do Huck

O Tocantins terá representante no concurso Soletrando, do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Fernanda Murielly Dias Melo, de 13 anos, foi a vencedora do concurso realizado na Escola Estadual São José, em Palmas, e garantiu vaga na disputa. A estudante do 9º ano do ensino fundamental diz que a prática da leitura foi sua principal arma para a conquista. “Eu me preparei consultando o dicionário com a minha mãe, mas acho que o hábito de ler todo dia é que me ajudou mesmo. Leio cerca de 25 livros por ano e sou uma das alunas que mais visita a biblioteca da escola”, confessa a aluna. O certame, que acontecerá no programa da Rede Globo, de 27 a 31 de janeiro, contará com a presença de estudantes de todo Brasil.

Fernanda já começa a arrumar as malas e o que não vai faltar na bagagem são os livros e uma boa dose de confiança. “Eu acredito que tenho boas chances de ganhar. Estou preparada e me sinto muito bem para a competição”, diz a estudante. A diretora da escola, Maria Leda Melo, e o pai de Fernanda, Roldão Santos Barros, acompanharão a jovem que embarca nesta sexta-feira, 26, para o Rio de Janeiro.

Os concursos de soletração são uma febre nos EUA, com transmissão ao vivo pela televisão, onde o campeão nacional acaba virando celebridade. Mais de 9 milhões de estudantes disputam uma vaga para a final.

O Caldeirão do Huck fez uma parceria com o Instituto Ayrton Senna e lançou o ‘Soletrando’, um campeonato de soletração que vai reunir estudantes de todo o Brasil. Os concorrentes vão defender as cores de seus estados além de concorrer ao primeiro lugar, garantindo assim uma bolsa de estudos, que irá financiar a faculdade.

Embaixador da Áustria visita o Tocantins e quer investir no Tocantins

O governador do Tocantins, Marcelo Miranda, juntamente com toda sua equipe do primeiro escalão, recebeu, nesta terça-feira, pela manhã, em Palácio, o embaixador da Áustria no Brasil, Werner Brandstetter.

Com cerca de US$ 400 milhões investidos em 40 empresas de diversos segmentos econômicos no Brasil, a Áustria, conforme explicou o Embaixador, tem o claro interesse em se aproximar mais de todos os países da América Latina, especialmente do Brasil, considerado pelo governo austríaco como "muito relevante" na América do Sul.

Werner Brandstetter, que fez questão de vir de Brasília ao Tocantins de carro, para conhecer melhor o Estado, mostrou-se encantado com o que viu e, ao ser perguntado pela revista Cerrado Rural Agronegócios se seu País tem interesse também em investir no potencial agropecuário e de agronegócio do Tocantins, acenou positivamente, argumentando que há uma preocupação muito grande da Áustria com a produção de forma sustentável em outros países. Ainda de acordo com ele, seu País tem um solo muito acidentado e limitado para a produção rural, ao passo que no Brasil há muitas terras planas para serem cultivadas.

Convicto deste interesse, o governador Marcelo Miranda e seus secretários da área técnica, como Agricultura, Indústria e Comércio e Recursos Hídricos, respectivamente, Roberto Sahium, Eudoro Pedrosa e Anízio Pedreira, expuseram para o Embaixador todas as potencialidades do Estado e a sua "excelente logística", principalmente com o projeto da Ferrovia Norte-Sul que vai cortar todo o Estado no sentido norte-sul e cujas obras estão em andamento.

O Embaixador permanece no Tocantins até amanhã. Além de visitar o governador Marcelo Miranda, em Palácio e almoçar com ele, faz visitas, hoje a tarde, ao Tribunal de Justiça do Estado e a Prefeitura Municipal de Palmas. A noite, participa de um jantar oferecido pela Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto).

Amanhã, Werner, sua esposa, a embaixatriz Leonie Brandstetther e um filho viajam para a região do Jalapão, pólo eco-turístico ao leste do Estado, na divisa com os estados do Piauí e Bahia.

Agronegócio - Durante a visita ao Governo do Tocantins, em Palácio, o embaixador Werner Brandstetter recebeu, entre outras lembranças do potencial econômico, turístico, folclórico e cultural do Estado, duas encadernações com a coleção completa da revista Cerrado Rural Agronegócios, que lhe foram entregues pelo governador Marcelo Miranda e pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Tocantins, Roberto Sahium. A coleção consiste numa grande referência impressa do potencial agropecuário e de agronegócio não só do Tocantins, como também de todo o cerrado da Bahia e sul do Maranhão, regiões que, por suas localizações geográficas e praticamente terem as mesmas condições edafoclimáticas se intereagem, formando uma das maiores fronteiras agrícolas do Brasil.

Plano federal prevê R$ 136 milhões para obras hídricas

O anúncio pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, feito nesta segunda-feira, 22, em Brasília, confirma a posição privilegiada do Tocantins na conquista de recursos para pelo menos três grandes projetos de aproveitamento hidroagrícola. Eles estão em Sampaio, no Bico do Papagaio; em Porto Nacional, com o projeto São João, e na região Sudeste, no Projeto Manuel Alves. Os projetos, em implantação pela Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, em convênio com o Ministério da Integração Nacional, terão, somados, R$ 136 milhões liberados ainda este ano. Este é o volume de recursos a ser liberado durante o ano em curso, mas o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento estima recursos até 2010 para Sampaio, São João e Manuel Alves

Dos três, o projeto São João é o que já tem produtores no local, atendendo cerca de 70 famílias impactadas com a construção da UHE Luiz Eduardo Magalhães. Ali, os irrigantes já produzem de forma rudimentar, enquanto aguardam o fim das obras de infra-estrutura do setor SJ4, compreendidas em estações de bombeamento, pressurizadoras e canais de adução e distribuição. Apenas neste setor serão irrigados 330 hectares de terra para produção de fruticultura. Uma vez completamente implantado, o projeto beneficiará uma população de 20 mil habitantes. Este ano estão previstos R$ 25 milhões a serem liberados. Nos próximos três anos este valor chegará à casa dos R$ 209 milhões. No Projeto São João, que está localizado em Porto Nacional, já foram investidos até o ano passado, R$ 48,7 milhões.

Na região Sudeste se encontra o Projeto Manuel Alves/Propertins, onde a barragem foi concluída e as obras avançam para a conclusão do perímetro irrigado. Ali serão 21 km de canais de distribuição, beneficiando inicialmente a área piloto do projeto, com 5 mil hectares irrigados. As etapas que já foram concluídas custaram R$ 131 milhões. Este ano, estão previstos mais R$ 37 milhões a serem liberados dentro do PAC. Até 2010, serão mais R$ 49 milhões a serem liberados.

No Bico do Papagaio, o projeto Sampaio, localizado na cidade de mesmo nome, beneficiará uma população estimada de 5 mil habitantes e tem como prioridade a implantação do polder 01, com área de 1 mil hectares voltados à produção de grãos e frutas. Atualmente, 48% das obras estão concluídas, num total de recursos já utilizados de R$ 30 milhões. Para este ano, o governo federal planeja a liberação de R$ 24 milhões. Nos próximos anos serão liberados mais R$ 40 milhões para conclusão das obras.

A garantia destes recursos no programa anunciado pelo presidente Lula foi recebida com satisfação pelo secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Anízio Pedreira. “Estas são obras hídricas de importância fundamental para o Tocantins, e contemplam três regiões distintas”, explica o secretário. Ele garantiu que a secretaria tem trabalhado estritamente dentro das normas do Ministério da Integração Nacional a fim de atender às exigências ambientais e viabilizar a implantação ágil destes projetos. “São eles que vão transformar a economia destas regiões, gerando riquezas e novos postos de trabalho”, finaliza.

Embaixador sinaliza investimentos em turismo e meio ambiente

Recebido pelo governador Marcelo Miranda (PMDB) com honras de Estado, nesta terça-feira, 23, em sua primeira visita ao Tocantins, o embaixador austríaco Werner Brandstetter assegurou que sua meta de diversificar e regionalizar as relações econômicas entre Áustria e Brasil inclui o início de um intercâmbio comercial com o próprio Estado. A intenção imediata seria os investimentos em infra-estrutura turística no Tocantins e a troca de conhecimentos e tecnologia em meio ambiente.

Convidado pelo embaixador para ir à Áustria, visando explorar as potencialidades de intercâmbio entre aquele país e o Tocantins, o governador acenou positivamente. Antes, contudo, demonstrou a intenção em visitar a embaixada austríaca em Brasília, para conhecer a viabilidade da exportação de produtos agroindustriais do Estado. “Discutimos várias possibilidades de intercâmbio, na área cultural, de pecuária e turismo. Mas temos muito que fortalecer a industrialização do Estado, e existe um interesse mútuo nessa parceria”, disse Marcelo Miranda, mostrando a intenção de exportar frutas processadas para a Áustria.

O embaixador, que viajou de Brasília ao Tocantins conduzindo o próprio veículo, em quase dois dias de viagem, aprovou as condições da malha viária do Estado. Nesta quarta-feira, 24, ele, a embaixatriz Leonie Brandstetter e seu filho seguem para o Jalapão, também de carro, para “observar as potencialidades da região” e conhecer as pequenas cidades, povoados e o meio ambiente”, segundo disse.

Após a audiência com o governador, ocorrida no Palácio Araguaia, o embaixador visitaria a Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça e Prefeitura de Palmas, iniciando vínculos com as demais autoridades locais.

A Áustria é um pequeno país localizado na Europa Central, mas de forte economia, membro da União Européia. O país conta com mais de 40 empresas e indústrias instaladas no Brasil, atuando nas mais diversas áreas, como setor elétrico, siderurgia, tecnologia e importações.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Biocombustível é tema principal da Agrotins 2007

A Agrotins 2007 terá como tema principal a agroenergia. O tema escolhido é resultado da implantação do novo modelo bioenergético para a produção de combustível vegetal, uso racional de energia renovável. A Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá divulgar as principais ações que estão sendo desenvolvidas no Estado, além de impulsionar a produção de oleaginosas e cana-de-açúcar, matérias-primas, para a extração de biocombustivel no Tocantins. O evento acontece de 9 a 13 de maio, no Centro Agrotecnológico de Palmas.

Durante a Feira serão divulgadas as projeções de investimentos para a produção de biocombustível que estão dentro do projeto Tocantins Rural. No cronograma constam as diretrizes de incentivos, com as diversas cadeias produtivas relacionadas ao aproveitamento de produtos agrícolas até 2010.

Para estimular a produção do biocombustível no Tocantins, a Seagro, em parceria com a Embrapa, Unitins Agro e UFT – Universidade Federal do Tocantins, vem desenvolvendo diversos experimentos de variedades de sementes e mudas de oleaginosas e de cana-de-açúcar. Entre as principais oleaginosas se destacam a mamona, pião-manso, amendoim e girassol.

Projetos
A Brasil Ecodiesel instalada no município de Porto Nacional beneficia mais de 300 famílias que já produzem mamona e outros 6.800 produtores de todas as regiões do Estado interessados em plantar oleaginosas. A empresa está implantando uma usina processadora de biocombustível no município.

O início do funcionamento da usina está previsto para o segundo semestre deste ano, com uma produção estimada em 90 mil litros de biodiesel por dia, além de nove mil litros de glicerina, subproduto extraído da mamona. Ao todo, o empreendimento deve gerar mais de 40 mil postos de trabalho.

Outro grande destaque do Tocantins nesta área é a produção de álcool extraído da batata doce. Em outubro de 2006, um convênio foi assinado entre o Instituto Ecológica, a UFT – Universidade Federal do Tocantins, Seagro, Sebrae e BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, para a instalação de duas mini-usinas, que começam a produzir o biocombustível a partir de 2007, em Pium e Porto Nacional. Quando estiver em funcionamento a empresa vai produzir diariamente 2.400 litros de álcool.

Canas-de-açúcar
Há ainda os investimentos na produção de álcool através da cana-de-açúcar. Uma usina já está em pleno funcionamento em Arraias e há boas previsões de outros investimentos em terras tocantinenses, a exemplo de Gurupi, no Sul do Estado.

A CBB – Companhia Bioenergética Brasileira, outra empresa de grande porte, pretende implantar no município de Gurupi uma indústria produtora de açúcar e álcool. No empreendimento serão aplicados em torno de R$ 275 milhões. A Companhia implantou no município um canteiro de mudas de cana-de-açúcar em torno de 150 hectares para multiplicação do plantio nos próximos 10 anos.

A primeira colheita, prevista para julho de 2008, com 2.400 hectares de cana plantados, vai gerar 600 empregos diretos e 3 mil indiretos e colher 300 mil toneladas de cana. A empresa pretende investir em uma área de 5 mil hectares

Investimento
O Consórcio Global Agrienergy, formado pelas empresas paulistas Vigna Brasil e Agropecuária Terra Vista, vai investir cerca de R$ 60 milhões no Tocantins para a produção de biodiesel. O investimento será aplicado na construção de uma esmagadora, usina de biodiesel e plantação de oleaginosas como o pinhão-manso, girassol, entre outras. Os empresários esperam que até meados de 2009 a usina esteja em pleno funcionamento.

O Tocantins faz parte do Programa Nacional de Biodiesel desde novembro de 2005. O estado reúne as condições ideais para a implantação do projeto, destacando a abundância dos recursos hídricos, protegidos por uma rigorosa legislação, solos férteis, chuvas e clima regulares.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Novos diretores assumem HRA e afirmam compromisso de normalizar atendi

Os novos diretores do Hospital de Referência de Araguaína – HRA, José Celso Rodrigues Cintra, diretor geral e José Guilherme Bechelli, diretor técnico, se reuniram nesta quarta – feira, 17, com a imprensa de Araguaína para apresentar os projetos para 2007 e as medidas que visam melhorar o funcionamento da unidade.
Os diretores ressaltaram que irão trabalhar em conjunto com o Secretário de Estado da Saúde, Eugênio Pacceli, e demais servidores para que a saúde do Estado volte a ser referência se consolidando pela qualidade dos serviços oferecidos. “O secretário da saúde em sua visita ao Hospital de Referência de Araguaína assumiu o compromisso de abastecer o hospital com materiais e medicamentos para que a equipe médica garanta a normalidade dos atendimentos e está cumprindo, por isso nós assumimos a direção e com a autonomia que nos foi dada pelo secretário vamos tomar as medidas necessárias para melhorar todos os serviços”, ressaltou o diretor técnico, José Guilherme.
Com relação à vistoria realizada pelos conselheiros do CRM – Conselho Regional de Medicina, os diretores afirmaram que a visita foi uma solicitação do hospital para que as adequações necessárias sejam realizadas. “Nós já reativamos os leitos da UTI que não estavam funcionando e na próxima semana iniciaremos as cirurgias eletivas, na sua normalidade”, afirmou Celso Cintra.

José Celso Rodrigues Cintra
Celso Cintra assume o cargo que era exercido pelo ex-senador Carlos do Patrocínio que deixou a direção do hospital para assumir a Secretaria de Representação do Estado, em Brasília. O anestesista trabalha na região desde 1977, integrando o quadro de servidores do HRA, como médico anestesista, sendo diretor geral da unidade de 1990 a 1991.

Diretores assumem hospital e adiantam normalizar atendimento

Os novos diretores do HRA - Hospital de Referência de Araguaína, José Celso Rodrigues Cintra, diretor-geral, e José Guilherme Bechelli, diretor técnico, se reuniram nesta quarta – feira, 17, com a imprensa de Araguaína para apresentar os projetos para 2007 e as medidas que visam melhorar o funcionamento da unidade.

Os diretores ressaltaram que irão trabalhar em conjunto com o secretário de Estado da Saúde, Eugênio Pacceli, e demais servidores para que a saúde do Estado volte a ser referência se consolidando pela qualidade dos serviços oferecidos. “O secretário da Saúde em sua visita ao Hospital de Referência de Araguaína assumiu o compromisso de abastecer o hospital com materiais e medicamentos para que a equipe médica garanta a normalidade dos atendimentos e está cumprindo, por isso nós assumimos a direção e com a autonomia que nos foi dada por ele vamos tomar as medidas necessárias para melhorar todos os serviços”, ressaltou o diretor José Guilherme.

Com relação à vistoria realizada pelos conselheiros do CRM – Conselho Regional de Medicina, os diretores afirmaram que a visita foi uma solicitação do hospital para que as adequações necessárias sejam realizadas. “Nós já reativamos os leitos da UTI que não estavam funcionando e na próxima semana iniciaremos as cirurgias eletivas, na sua normalidade”, adiantou Celso Cintra.

José Celso Rodrigues Cintra
Celso Cintra assume o cargo que era exercido pelo ex-senador Carlos do Patrocínio, que deixou a direção do hospital para assumir a Secretaria de Representação do Estado, em Brasília. O anestesista trabalha na região desde 1977, integrando o quadro de servidores do HRA, como médico anestesista, sendo diretor-geral da unidade de 1990 a 1991.

Consórcio vai investir R$ 60 milhões na produção de biodiesel no Tocantins

O Consórcio Global Agrienergy, formado pelas empresas paulistas Vigna Brasil e Agropecuária Terra Vista, vai invertir cerca de R$ 60 milhões na produção de biodiesel no Tocantins. O recurso será aplicado na construção de uma esmagadora, usina de biodiesel e plantação de oleaginosas, como o pinhão-manso, girassol, entre outras.

Os empresários do Consórcio estiveram na manhã desta quarta-feira, 17, apresentando para o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium, e representantes de outros órgãos, o cronograma de investimento. No projeto constam três etapas de desenvolvimento. A primeira, já iniciada, é a parte de conhecimento das potencialidades e condições logísticas do solo e clima tocantinenses.

A segunda etapa é o início do plantío das oleaginosas, prevista para o próximo semestre. Os empresários pretendem investir no plantio do pinhão-manso e girassol - esse aproveitando a entressafra da soja. A terceira e última etapa é a construção da usina e implantação da esmagadora, primeira a ser construída no Estado. A usina terá capacidade de processar 100 milhões de litros de biodiesel/ano, quando estiver em pleno funcionamento, em meados de 2009.

O empreendimento vai ser implantado entre os municípios de Paraíso e Palmas. “Temos uma área de terra nesta região. Este é um local logístico que vai ficar próximo da Ferrovia Norte-Sul. Com isso, vai facilitar o escoamento para o Porto de Itaqui, no estado do Maranhão”, disse o diretor da empresa, Lupércio Fernandes de Moraes. Ele explicou que a meta é exportar o biocombustível para outros países, além de atender a demanda da região Norte do País.

Na reunião, o secretário Roberto Sahium destacou a importância social e econômica do empreendimento: “Este é um projeto de inclusão social, com dimensões sócio-econômica e ambiental que vai beneficiar principalmente os produtores da agricultura familiar. Por isso há necessidade de fazermos um planejamento auto-sustentável”, argumentou acrescentado que o Tocantins possui 5 milhões de hectares de áreas degradadas. “Isso significa que não precisamos fazer novos desmatamentos”, explicou.

Trecho da Belém-Brasília no Tocantins será recuperado

O trecho da rodovia federal Belém-Brasília no Tocantins deve ser recuperado ainda neste ano. Durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, 17, em frente ao Ministério dos Transportes, após reunião com o presidente Lula, o titular da pasta, Paulo Sérgio Passos, disse que fez um pedido ao presidente de R$ 300 milhões para a conservação (R$ 200 milhões) e restauração (R$ 100 milhões) de rodovias federais. A antecipação dos recursos seria feita por meio de medida provisória, mas ainda precisa ser acertada com o Planalto.

De acordo com o engenheiro do Denit /TO - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Amauri Souza Lima, o trecho entre Wanderlândia (TO) e Estreito (MA), o que corresponde a 70km, estará dentro desse cronograma e será recapeado. “Tirando este trecho que causa ‘desconforto’ aos motoristas, a Belém-Brasília está em perfeitas condições no restante do Tocantins, inclusive, fazem dois anos que a BR passou por manutenção em todo seu trajeto”, disse, acrescentando que as obras de recuperação devem iniciar tão logo encerre o período de chuvas na região.

A rodovia, que começa em Brasília (DF), tem 2.071,60 quilômetros de extensão e atravessa os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e vai até Belém, no Pará.

Rodovias Estaduais
Em quatro anos o governo do Tocantins projetou mais de 6 mil quilômetros de rodovias que resultaram em 1.393,25 km de pavimentação rodoviária, mais de 10 mil metros de pontes construídas, 2.287,46 km de obras de terraplenagem com revestimento primário e 1.098 metros de obras de artes especiais (bueiros) construídos.

De acordo com o diretor-geral do Dertins, Manoel Pedreira, a TO - 336 foi recuperada no ano passado e até o final deste mês a TO - 255, com 31km, que liga os municípios de Nova Rosalândia a Cristalândia, será recapeada.

A segurança, a fiscalização e a logística também foram priorizadas pelo governo do Estado, como por exemplo a aquisição de 10 balanças fixas, 2 conjuntos de balanças de pesagem dinâmica (móveis) e a construção de 4 postos fiscais com áreas destinadas à Polícia Militar nos municípios de Novo Alegre, Lagoa da Confusão, Luzimangues na TO - 080, km 12, saída para Paraíso.

Novo site do Procon facilita a vida do consumidor

Os consumidores tocantinenses têm, a partir desta quarta-feira, 17, mais uma ferramenta na defesa dos seus direitos. O órgão de defesa do consumidor passa a disponibilizar a toda população sua página na internet, www.procon.to.gov.br, com informações sobre seus direitos. Sua apresentação à imprensa contou com a presença do secretário da Cidadania e Justiça, Télio Leão Ayres, da defensora- geral, Estelamaris Postal, da diretora do Procon, Luciene Dantas, e servidores do órgão.

Na ocasião, o coordenador de Educação para o Consumo, Sinvaldo Conceição Neves, explicou o funcionamento do site, que possibilitará ao consumidor ter acesso ao órgão, sem precisar ir ao núcleo para tirar suas dúvidas. O secretário ressaltou que, o lançamento do site mostra que o Procon está cumprindo sua função, que é facilitar à população o acesso à defesa de seus direitos. Já Luciene, informou que o objetivo com a colocação da página na internet, é dar maior transparência e efetividade às ações do Procon, além de aproximar ainda mais o órgão da população.

No novo site, o consumidor pode acessar o Cadastro de Reclamações Fundamentadas, informações sobre o Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, e ainda sobre legislação, como a Lei dos Planos de Saúde e pesquisa de preços. Outra ferramenta disponibilizada no site é a consulta à tramitação dos processos administrativos, que pode ser feita pelos consumidores ou fornecedores, a fim de se informarem sobre o andamento dos processos. Essa ferramenta possibilita uma comodidade para as partes envolvidas e um maior controle social da atuação do Procon, que busca assim oferecer maior agilidade aos seus procedimentos.

O novo endereço eletrônico do Procon ainda permite aos fornecedores a possibilidade de, por meio de um link do site da Secretaria da Fazenda, emitir o DARE - Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais, com o objetivo de facilitar o pagamento das multas administrativas impostas pelo órgão.

Tocantins recebe 5 veículos de transporte de presos

O Ministério da Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), doou cinco veículos para o transporte de presos ao estado de Tocantins. Os veículos, que possuem equipamentos de comunicação, foram entregues à Secretaria da Cidadania e da Justiça do estado. Para aquisição das unidades, o Depen investiu mais de R$ 550 mil, provenientes do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

"Os veículos são importantíssimos para garantir que os transportes de detentos, realizados em casos de audiências judiciais, por exemplo, sejam feitos de maneira tranqüila e segura. As novas unidades irão proporcionar mais segurança à sociedade, aos agentes e aos próprios presos", garante o diretor-geral do Depen, Maurício Kuehne.

Em todo o Brasil, 11 estados foram contemplados com a doação de viaturas feitas pelo Ministério. O investimento total foi de R$ 6,8 milhões.

Crianças indígenas recebem vitamina A

Os índios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins estão recebendo suplementação de vitamina A. Entre 2005 e 2006, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) distribuiu 37.798 doses nestes estados. A idéia é expandir a ação, este ano, para comunidades indígenas do Nordeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri (ambas em Minas Gerais).

Os benefícios da suplementação são grandes. A vitamina ajuda, por exemplo, a diminuir a gravidade de muitas doenças, como diarréia e infecções respiratórias, além de possibilitar uma recuperação mais rápida. Reduz, ainda, em 23% a mortalidade infantil e em 40% a mortalidade materna.

As doses de vitamina A são destinadas a crianças de zero a 59 meses de idade. Nos dois anos de execução do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, a Funasa atendeu a 8.156 crianças no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, no Mato Grosso, 28.059 no Dsei Mato Grosso do Sul e 1.583 no Dsei Tocantins.

Para suprir a deficiência de vitamina A entre as crianças indígenas de Minas Gerais e do Nordeste, a fundação fará a capacitação de profissionais para estender a ação a estes estados. A Funasa vai atender gradativamente os outros Dseis, a partir da necessidade das comunidades aldeadas.

A vitamina A pode ser encontrada em alimentos como o leite materno, leite integral, ovos e fígado bovino. Outros possuem substâncias que se transformam em vitamina A no organismo humano, como frutas e legumes de cor amarelo-alaranjada (manga, mamão, cenoura e abóbora).

A vitamina A é importante para a formação dos ossos, para o crescimento, a visão, a pele e os cabelos. Sua falta no organismo pode causar visão deficiente à noite, sensibilidade à luz, redução do olfato e do paladar, ressecamento e infecção na pele e nas mucosas e estresse.

Professores universitários devem se cadastrar no Portal Sinaes

Docentes da Unitins - Fundação Universidade do Tocantins devem atualizar seus dados junto ao Cadastro Nacional de Docentes. Os dados pessoais, que deverão ser enviados por meio de formulário presente no Portal, serão a base para os processos de avaliação do Sinaes - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

A diretora de Ensino, Patrícia Tozzi, é a pesquisadora institucional da Unitins e em dezembro participou da capacitação do INEP/MEC para a apresentação do novo Portal Sinaes - Cadastro Nacional de Docentes e Cadastro das instituições e cursos de graduação. Ela explica que os coordenadores de curso ficarão responsáveis por entregar lista com os nomes dos professores que preencheram seus dados pessoais, lembrando que as demais informações serão preenchidas por ela mesma. “É uma forma de buscar uma maior participação dos professores no cadastro”, explica Patrícia sobre a mudança no processo de coleta de dados, que está dividido em duas fases: a primeira com prazo final até 28 de fevereiro e a segunda até 30 de abril.


Criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004, o Sinaes é formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes. O Sinaes avalia todos os aspectos que giram em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações e vários outros aspectos.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Seagro e Embrapa desenvolvem projeto de engorda bovina em pastagens de

A Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em parceria com a Embrapa Gado de Corte desenvolve no Centro Agrotecnológico de Palmas, o projeto Unidade Demonstrativa de Engorda de Bovinos a Pasto. O projeto, ainda em andamento, teve início ano passado e o resultado da pesquisa deve ser apresentando no primeiro semestre deste ano.


A meta do projeto é alcançar resultados produtivos com ganho de peso do rebanho. A pesquisa está sendo desenvolvida com bovinos machos da raça nelore em pastagens degradadas, com o uso do capim xaraés. Inicialmente, os experimentos são realizados com 29 bezerros numa área de 15 hectares, sendo que a Unidade de Pesquisa tem capacidade de trabalhar com 90 bezerros.


A pesquisa vai levar em consideração a produtividade, produção de forrageira, fertilidade do solo e avaliação econômica da tecnologia. A expectativa da pesquisa é mostrar resultados favoráveis, além de apresentar soluções para formação, manejo e recuperação ou renovação direta de pastagens, especificamente em áreas degradadas em diferentes municípios do Estado.

Indústrias viabilizam implantação no Tocantins

A determinação do governador Marcelo Miranda (PMDB) para a industrialização do Tocantins está possibilitando a chegada das indústrias, algumas em fase adiantada de implantação, como a Votorantim Cimento, e outras já elaborando estudos estratégicos para a implantação, a exemplo da Nova Era Silicom, que se instalará no município de Araguanã, com investimentos da ordem de US$ 25 milhões.

“O governador Marcelo Miranda fez gestões ao presidente Lula para que houvesse a redução do linhão (linha de transmissão da Eletronorte/Eletrobrás) para 500 kva e assim atender as indústrias como a Votorantim, e em Araguanã a Nova Era Silicom”, explica o secretário da Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza, adiantando que em Araguanã a empresa deve gerar empregos também no setor de reflorestamento, através da plantação de eucaliptos.

“Nós estamos estudando as possibilidades alternativas em três pontos: o suprimento de energia, a questão ambiental com a plantação de eucalipto, e o escoamento da produção”, diz o presidente da Nova Era Silicom, José Péricles Freire Júnior. Ele adianta que a empresa tem por objetivo explorar a jazida de quartzo no município de Araguanã para transformá-lo em ferro sílico a ser exportado para o Japão. Segundo ele, a produção anual de ferro sílico pode ultrapassar 25 mil toneladas/ano e com isso seriam gerados mil empregos diretos.

No encaminhamento das viabilizações para instalação das indústrias foi realizada esta semana uma reunião na sede da Eletronorte, em Brasília, com o diretor de planejamento e engenharia Ademar Paloci, o prefeito de Araguanã, Noraldino Mateus Fonseca (PMDB), o diretor da Nova Era Silicom, Geraldo Bosi, e a gerente de planejamento energético da Votorantim, Alessandra Deri.

“Nesta reunião em Brasília ficou definido que na próxima terça-feira ou quarta-feira (dia 16 ou 17) faremos outra, mas dessa vez com os técnicos das duas empresas (Votorantim e Nova Era Silicom), para definir o planejamento da linha de energia que estamos pleiteando, de 230 kva para atender às duas indústrias”, adianta o prefeito Noraldino Fonseca. O prefeito disse ainda que os proprietários da Nova Era Silicom, que são do Japão e detentores do Consórcio Mitsubishi e JFE, deverão visitar o Tocantins, ou no final deste mês ou início de fevereiro.

Tocantins contribui para aumento nas vendas do comércio no país

Em novembro último, o Brasil alcançou índices positivos de crescimento nas vendas do comércio – devido, sobretudo, ao resultado alcançado pelos estados das regiões Norte e Nordeste do país. E o Tocantins, especialmente, contribuiu para o bom desempenho nacional. Enquanto as vendas no país cresceram cerca de 9 pontos percentuais, em relação a novembro de 2005, no Estado a elevação foi de 19%, a quinta melhor colocação nacional daquele mês.

Com o resultado de novembro, o Tocantins confirma o aumento de poder aquisitivo de sua população, como resultado de uma economia em crescimento. O Estado também dá mostras de que se destacará entre os demais estados, quando for divulgado o balanço final de 2006. Considerando o resultado acumulado dos 11 primeiros meses do ano (janeiro a novembro), o Tocantins está na 4ª posição do ranking das vendas do comércio no varejo.

Em 2005 o Estado já havia se sobressaído, sendo o líder nacional em crescimento no volume das vendas do varejo.

Os últimos números foram divulgados esta semana pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e são relativos à Pesquisa Mensal do Comércio, que visa a produzir indicadores que permitam acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Para isso, a pesquisa avalia o desempenho das empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas.

Incentivo
Através de parcerias com associações comerciais dos municípios, o governo do Estado, por meio da Secretaria da Indústria e Comércio, tem promovido o aumento nas vendas do comércio varejista através de cursos de qualificação voltados a empresários e comerciários, e também pelo projeto Varejo Vivo, que visa a estimular a fidelização do cliente pelo atendimento que lhe é prestado no período de pós-venda. Indiretamente, o varejo tocantinense é fortalecido via programas estaduais como o Proindústria e Prosperar, que oferecem incentivos fiscais para o setor privado, inclusive para empresas do ramo atacadista.

Tocantins terá estande na Feira Internacional de Artesanato de Natal

O artesanato do Tocantins será destaque pelo segundo ano na 12° FIART - Feira Internacional do Artesanato, a ser realizada de 19 a 28 de janeiro, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Cerca de 80 mil visitantes são esperados pela organização da feira, que acontece no Pavilhão das Dunas, do Centro de Convenções de Natal. O evento irá funcionar das 16h às 22h, em uma área de 486 metros quadrados com estandes dos 27 estados brasileiros.

A Fundação Cultural do Tocantins, através da Assessoria de Artesanato, está encaminhando cerca de cinco mil peças em capim dourado, sementes, telas orgânicas, entre outras. A assessora de artesanato da Fundação Cultural, Leila Carvalho, estima que este ano irá comercializar cerca de 40 mil reais em peças. "Estamos levando peças diversificadas do nosso artesanato e temos muita disposição para trabalhar durante os oito dias da feira, comercializando e divulgando nosso artesanato", diz.

A feira de Natal em 2006 movimentou cerca de R$ 4,5 milhões com a venda de produtos, segundo dados da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social do Rio Grande do Norte. Mais de 60 mil pessoas visitaram o local. São cerca de 900 artesãos em 290 estandes distribuídos na área do Pavilhão das Dunas.

Além dos estados brasileiros, participam da feira países como: Peru, Bolívia, Uruguai, Itália, Argentina, Rússia, Quênia entre outros.

Esta é a primeira feira que o Estado participa este ano, mas em reunião esta semana na FCT, foi definida entre artesãos e o presidente da FCT, Júlio César, a participação do Tocantins em todas as feiras nacionais, sempre com a presença de um artesão, que irá representar a classe e mostrar como se faz o nosso artesanato.

O caminhão contendo as peças saio nesta terça-feira,16, da FCT direto para o Rio Grande do Norte.